A declaração do treinador teve um alvo direto em seu discurso: Odair Helmann, comandante da equipe paranaense. No confronto de ida, quando o rubro-negro local venceu a partida por 2 a 0, em Curitiba, os dois tiveram uma discussão bastante tensa após o apito final, na Arena da Baixada.
"Eu vi um pouco da coletiva do nosso adversário, que estudou muito o Vitória (para o segundo jogo). Mas estudar a gente é difícil porque não somos um time de uma nota só", afirmou Ventura ao falar das várias estratégias táticas que usa em sua equipe de acordo com o andamento da partida.
Ainda na coletiva, ele recorreu à ironia para dar uma cutucada em seu rival. "Estudar a gente é difícil, tem de estudar um pouco mais. Só dois jogos (em referência aos dois confrontos das oitavas da Copa do Brasil) não vai dar para ver tudo o que a gente faz. Esse é o Vitória", afirmou Ventura.
Satisfeito por colocar o time baiano entre as oito melhores equipes, Jair exaltou a força da campanha que vem fazendo no torneio eliminatório nacional. "Quero parabenizar meus jogadores. Eliminamos o segundo colocado (Flamengo) e agora o terceiro (Athletico-PR) do Campeonato Brasileiro. A gente é muito forte internamente".
No final, ele fez uma referência a uma declaração folclórica do ex-técnico Levir Culpi para falar sobre a pressão que um treinador sofre à beira do campo, já que o time vinha de três derrotas seguidas.
"Quando as coisas não dão certo, não é porque a gente está de sacanagem. Os tapas nas costas das vitórias não me mudam, vou ser sempre o mesmo treinador. As vitórias são só alívios, daqui a pouco já tem o Flamengo (próximo compromisso dos baianos no Brasileiro em jogo a ser realizado no Rio). Burro com sorte. Hoje eu dei sorte, as mudanças participaram do gol", afirmou.
(Com Agência Estado)
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