Apesar da expectativa dos fãs por um retorno improvável de dois dos maiores nomes da nobre arte das últimas três décadas ao profissionalismo, o certo é que Tyson, de 54 anos, e Jones, de 51, terão a responsabilidade de protagonizar um grande evento, que deverá alavancar outras atrações. Entre elas, um possível terceiro duelo entre Tyson e Evander Holyfield para o primeiro semestre de 2021.
A plataforma Triller, que tem os direitos de transmissão da exibição, planeja realizar confrontos lendários também no basquete, futebol americano, beisebol, sempre recolocando em ação grandes figuras de cada modalidade.
A ideia parece fadada ao sucesso, pois os organizadores chegaram a prever que Tyson x Jones possa quebrar o recorde na venda de assinaturas do sistema pay-per-view, que pertence ao duelo de 2015 entre Manny Pacquiao x Floyd Mayweather com 4,4 milhões. Nos Estados Unidos, para se ver a luta será preciso pagar US$ 49,95 (cerca de R$ 265). No Brasil, a transmissão será do canal Combate, com VT previsto na TV Globo, após o Supercine.
Apesar de anunciarem o evento também como beneficente, Tyson e Jones têm garantidos cerca de US$ 10 milhões (R$ 53 milhões), mais uma porcentagem na venda do pay-per-view, além de contratos publicitários com pelo menos meia dúzia de marcas. Cada um poderá arrecadar até US$ 35 milhões.
Para motivar as vendas no pay-per-view, Tyson e Jones não economizaram ameaças. Tyson chegou a dizer que iria "acertar as contas" com Jones, referindo-se ao duelo não realizado em 2003. Jones devolveu dizendo que "não existe clima para exibições", dando a entender que o duelo pode ficar mais apimentado a partir do primeiro gongo.
Tyson e Jones foram submetidos a rígidos exames médicos para que a saúde esteja em ordem para a apresentação. Apenas o exame para detectar a presença de maconha foi excluído, pois Tyson é um ávido consumidor da droga, além de ser produtor em sua fazenda no Sul da Califórnia.
A Comissão Atlética da Califórnia autorizou a exibição, mas não escalou jurados, por não ser uma luta oficial. Já o Conselho Mundial de Boxe, que vai presentear cada lutador com um cinturão especial, destacou os ex-campeões Chad Dawson, Christy Martin e Vinny Pazienza para fazerem as anotações a cada round para se ter um "vencedor" no final dos oito assaltos.
O juiz Ray Corona foi orientado a interromper a luta após o primeiro corte, enquanto os boxeadores, que não usarão capacetes, não deverão procurar o nocaute, evitando os golpes mais duros. Para isso, serão utilizadas luvas de 12 onças, ao invés das de dez onças.
Mesmo sendo uma exibição, quando o resultado sempre é um 'empate', a bolsa de apostas foi aberta em vários locais dos Estados Unidos e o favoritismo de Tyson diminuiu nos últimos dias. Ele iniciou pagando US$ 100,00 para cada US$ 350 apostado nele, agora são precisos US$ 200,00. Já Jones segue pagando US$ 160,00 para cada US$ 100,00 apostado em sua vitória.
Tyson e Jones quase lutaram em 2003, quando Jones conquistou o título mundial dos pesos pesados, versão Associação Mundial de Boxe. Mas, durante as negociações, nas quais cogitou-se bolsas no valor de US$ 30 milhões, Jones (campeão também entre os médios, supermédios e meio-pesados), que lutou até 2018, acabou não assinando o contrato.
Tyson foi campeão mundial dos pesos pesados de 1986 a 1990 e em 1996. Detém o recorde de ser o boxeador mais novo a conquistar um cinturão na principal categoria do boxe. Ele tinha 20 anos, quando nocauteou Trevor Berbick, no segundo assalto. O "Iron Man" lutou até 2005.
Mais seis lutas estão previstas: Jake Paul x Nate Robinson (cruzadores), Badou Jack x Blake McKernan (meio-pesados), Viddal Riley x Rashad Coulter (cruzadores), Jamaine Ortiz x Nahir Albright (leves), Irvin Gonzalez Jr. x Edward Vasquez (penas) e Juiseppe Cusumano x Nick Jones (pesados).
A apresentação da luta principal será de Michael Buffer, principal announcer do boxe em todos os tempos. Barrie Eget vai apresentar as lutas preliminares. O hino norte-americano será interpretado pelo cantor Ne-Yo, indicado 14 vezes para o Grammy e ganhador de três prêmios.
Os comentários serão do lendário ex-campeão mundial Sugar Ray Leonard e de Al Bernstein, renomado jornalista, pertencente ao Hall da Fama do Boxe. As reportagens depois da luta serão de responsabilidade de Jim Gray, que trabalhou em várias lutas de Tyson e de Jones, quando trabalhava pelo canal HBO. Seu nome também está no Hall da Fama. Ernesto Amador vai fazer os comentários em espanhol.
(Com Agência Estado)
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