Até aqui, foram 140 jogos do Brasileirão em que Edina não esteve em campo. Não foi escalada. No Brasileiro Feminino, a árbitra também não apitou, mesmo após ter atuado na final da edição passada e na Supercopa Feminina deste ano. Em 2022, ela esteve em campo em quatro jogos no Paulistão (Ituano x Novorizontino, Red Bull Bragantino x Inter de Limeira, Santos x São Paulo e Botafogo x Novorizontino), três da Série A-2 do Estadual, cinco na Série B do Brasileiro masculino, além de partidas em duas competições internacionais (Torneio de Toulon e She Believes Cup). Nesta sexta-feira, ela volta a campo para apitar Cruzeiro e Vila Nova pela segunda divisão nacional.
Edina Alves conversou brevemente com a reportagem do Estadão e apenas comentou que está focada no seu trabalho. "Eu amo arbitragem, sou muito feliz quando estou dentro das quatro linhas e me dedico ao máximo para melhorar e evoluir para merecer estar neste mundo maravilhoso do futebol", disse. Os erros de arbitragem são frequentes, mas nem todos são levados para a 'geladeira' por tanto tempo. Em 2017, Thiago Peixoto, por exemplo, errou feio num jogo entre Corinthians e Palmeiras. Ele simplesmente expulsou o jogador errado do Corinthians. Deu vermelho para Gabriel, mas quem havia feito a falta fora Maycon. Admitiu o erro e pegou 60 dias de gancho.
Em 2022, a arbitragem do futebol brasileiro tem sido novamente palco de reclamações de torcedores, jogadores e técnicos. Erros graves, mesmo com o auxílio da tecnologia do VAR, têm se repetido. Outros árbitros homens que receberam críticas por atuações ruins no Brasileirão continuaram sendo escalados para partidas da competição.
Em abril, a Comissão de Arbitragem passou a ter um novo presidente. Wilson Seneme assumiu a vaga, após deixar a mesma função na Conmebol, onde esteve por seis anos. Seneme chega à CBF para preencher oficialmente a lacuna deixada após a saída de Leonardo Gaciba, demitido do cargo em novembro do ano passado, após uma série de episódios polêmicos envolvendo árbitros na reta final do Brasileirão. O cargo foi ocupado interinamente por Alício Pena Júnior até abril.
Edina Alves começou a apitar partidas no Brasileirão em 2019. Ela também foi a primeira árbitra de um jogo masculino profissional da Fifa, quando atuou na partida entre Al Duhail e Ulsan Hyundai FC, pelo Mundial de Clubes 2020. Em 2021, repetiu a dose na competição da Fifa e também foi a primeira mulher a dirigir o clássico Corinthians e Palmeiras, além de ter atuado em dois jogos do futebol feminino na Olimpíada de Tóquio. A CBF foi procurada pela reportagem para comentar a ausência de Edina Alves nos jogos do Brasileiro masculino e feminino, mas não se posicionou.
A arbitragem feminina começou a receber mais oportunidades das entidades esportivas apenas nos últimos anos. Em maio, a Fifa anunciou a lista de árbitros que irão apitar a Copa do Mundo do Catar, que será realizada entre 21 de novembro e 18 de dezembro deste ano, e, pela primeira vez na história, escalou mulheres para comandar jogos do torneio - o Brasil será representado pela auxiliar Neuza Back.
Três árbitras foram escolhidas como principais e irão comandar as partidas do Mundial. São elas a francesa Stéphanie Frappart, a ruandesa Salima Mukansanga e a japonesa Yoshimi Yamashita. Outras três serão árbitras assistentes, entre elas Neuza. As outras duas são a mexicana Karen Díaz Medina e a americana Kathryn.
(Com Agência Estado)
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