Terça-feira, 30 de Junho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Empreendedor Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011, 17:39 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011, 17h:39 - A | A

CASE DE SUCESSO

Agro Amazônia acompanha crescimento de Mato Grosso

Empresa se instalou no Estado em 1983 e desde então não parou de ampliar negócios

KARINE MIRANDA
[email protected]

Crescendo com Mato Grosso e desenvolvendo o Estado, a Agro Amazônia é um exemplo da grandeza que uma oportunidade quando bem aproveitada pode alcançar. Surgida em 11 de agosto de 1983 e focada inicialmente na área de pecuária, a empresa diversificou seus negócios para o segmento agrícola e de sistemas mecanizados e é hoje uma das mais conhecidas da América Latina no segmento do agronegócio. Mas a sua história de fundação e sucesso não se resume a apenas isso, pois ela surgiu a partir da visão de um homem, Edson Keller, atual sócio da empresa.

Trabalhando por cinco anos na multinacional Dow Química, Edson se viu diante da oportunidade de empreender quando no inicio da década de 1980 o então distribuidor da empresa em Mato Grosso fechou as portas. Por conhecer muito bem o mercado no Estado e em Rondônia, ele sabia da potencialidade das terras mato-grossenses e da carência que aqui existia em prestação de serviços para os produtores rurais.

Ele viu que tinha uma lacuna muito grande, um espaço a ser preenchido e um futuro brilhante em função das características físicas da região: topografia e climas favoráveis. “Uma potencialidade muito grande para ser desenvolvida”, lembra Luiz Piccinin, diretor-administrativo da Agro Amazônia.

A partir de então, o Estado de Mato Grosso não parou mais de crescer. Luiz Piccinin e Roberto Motta, diretor-administrativo e comercial, respectivamente, contam sua participação no processo de construção da empresa que não foi por acaso. 

Fotos: Mayke Toscano/Hipernotícias

DIFERENTES OLHARES DE UM MESMO COMEÇO

Próximo a Edson Keller, Luiz Piccinin foi um dos primeiros a dar início às atividades da empresa. Ao final de 1985 foi convidado a participar da Agro Amazônia, mas como havia um vínculo empregatício numa multinacional em São Paulo, o convite teve de esperar. Mas no começo de 1986, Keller voltou a convidá-lo para conhecer o melhor de Mato Grosso: mercado, concorrentes, características dos clientes e potencial da região. “Vi, olhei e gostei”, confessa Luiz.

Na época, com 31 anos de idade, ele percebeu o quanto a oportunidade era promissora para desenvolver a área agrícola que estava começando em Mato Grosso. Já em terras cuiabanas, ele em companhia de Keller montou um modelo de negócio que aprenderam dentro das empresas em que já haviam trabalhado. “Adotamos um modelo que na nossa visão era vencedor. Levar conhecimento ao produtor rural e prestar um excelente serviço. É você ter profissionais competentes, treinar esses profissionais e levar tecnologia ao produtor para que ele pudesse produzir mais. Este sempre foi o objetivo da Agro Amazônia”, assegura.

A conquista do interior de Mato Grosso na área agrícola começou por Primavera do Leste, mas foram abrindo novas filiais conforme o desenvolvimento da agricultura. “Se você olhar, as cidades do interior são mais novas que a Agro Amazônia. Nós iniciamos juntos com essas cidades e paralelamente trabalhávamos para levar ao agricultor, profissionais, produtos e serviços para que ele produza mais”.

A empresa dá especial atenção à sustentabilidade. O interesse em conciliar questões econômicas, desenvolvimento social e responsabilidade ambiental sempre fizeram parte da construção da empresa. Esse conjunto de ações fez com que a Agro Amazônia conquistasse uma maior credibilidade perante os futuros empreendedores e clientes.

Nesse cenário, em janeiro de 1995, Roberto Motta, atual diretor comercial e marketing também é convidado para integrar o time da Agro Amazônia. Trabalhando antes na multinacional DuPont em São Paulo, ele resolveu aceitar a proposta já que era próximo de todos os que integravam o grupo. Assim, entrou para exercer funções na área agrícola, mas passou a trabalhar com o setor de pecuária também.

Ele conta que assim como os demais convidados, sua participação surgiu devido ao potencial que Mato Grosso possuía apesar de se tratar de uma empresa relativamente pequena quando comparada a hoje. As perspectivas de crescimento eram grandes. “Na época não se plantava algodão em Mato Grosso. Plantava-se bem menos soja, bem menos milho. E realmente aconteceu o que eu imaginava: o mercado cresceu muito. Aumentou a área plantada de soja em mais de 50%, assim como de algodão, transformando o Mato Grosso no maior produtor de algodão do Brasil”, conta Roberto.

Em 1995, surgiu para ele a missão de implantar o programa de qualidade total para mudar a cultura da empresa. Houve um investimento em treinamento e motivação das pessoas. “Desenvolvemos muito a gestão de pessoas para melhorar o clima organizacional e foram as primeiras melhorias realizadas”, pontua o diretor comercial.
Esta aparentemente simples mudança na motivação dos colaboradores fez com que a Agro Amazônia ficasse entre uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil em 2010. Veja o vídeo.

 A AGRO AMAZÔNIA HOJE

Com o intenso avanço da produção no estado, em 1997 surgiu a oportunidade de ampliar o portfólio de produtos da empresa, mantendo o foco no segmento agropecuário: foi agregada a empresa de sistemas mecanizados. Com isso o grupo passou a oferecer um portfólio mais completo ao produtor rural. A Agro Amazônia John Deere, inaugurou sua primeira concessionária em Campo Novo do Parecis, que logo se expandiu para os municípios de Sapezal, Tangará da Serra, Diamantino e São José do Rio Claro, e em 2008 a Agro Amazônia atravessou a fronteira e se instalou em Mato Grosso do Sul, com filiais em Campo Grande, Maracaju e São Gabriel do Oeste.  Clique aqui e veja o vídeo.

Atualmente, a empresa conta com 514 colaboradores distribuídos em 30 filiais. Destas, dezenove são focadas em insumos para agropecuária e agricultura em Mato Grosso e uma em Goiânia. No setor de máquinas, são nove concessionários sendo seis no Mato Grosso e três no Mato Grosso do Sul. Por fim, a Agro Amazônia possui, ainda, uma fábrica de sal mineral em Sinop. A AmazôniaPhos foi fundada em 2002 com a missão de pesquisar, desenvolver e comercializar produtos e serviços que contribuam para a produção de animais saudáveis.


EXCELÊNCIA EM GESTÃO

Com o crescimento do número de colaboradores, a empresa viu-se diante do desafio de estruturar políticas de desenvolvimento humano para motivar, treinar e reter seus maiores talentos. Percebeu também que todo crescimento deve ser ordenado, por isso promoveu melhorias em sua administração por meio da criação de processos internos.

Os objetivos e a filosofia da empresa precisavam caminhar juntos, por isso foram definidas a missão, visão e valores que são exibidos e divulgados constantemente nas filiais, reuniões, apresentações e eventos da empresa. O grupo possui um código de ética amplamente disseminado e publicado em forma de livro, o qual serve de diretriz para as relações de trabalho e postura profissional perante os clientes, colaboradores e fornecedores

 

 

 

 

Para Luiz Piccinin empreender é: Faro!
Para Roberto Motta empreender é: Crescer
Para Keller empreender é: Ter visão e tornar realidade.


1. Dica para quem quer iniciar um empreendimento

Luiz Piccinin: Identificar um bom negócio e trabalhar para ele crescer. É muito suor, sangue e lágrima. Nada sai de graça.

Roberto Motta: Primeira coisa é ter paixão pelo que faz. Ter a gestão de pessoas como item fundamental na empresa que vai abrir. Porque investir em pessoas é o que dá resultado. A empresa é o que é graças às pessoas. Você ter pessoas qualificadas, treinadas, capacitadas e felizes ao seu lado é o que faz a empresa crescer.

2. O Custo Brasil é realmente um obstáculo para o empreendedor?

Luiz Piccinin: Com certeza. Esse é o nosso principal sócio sem risco nenhum e leva 40% do lucro. É um absurdo. A carga tributária no Brasil é algo impraticável. É necessário que os governantes tomem uma atitude e façam uma reforma tributária para que as empresas continuem crescendo e sendo mais eficientes, é preciso criar condições para que elas possam ser competitivas em situações normais de mercado.

Roberto Motta: É um problema, porque a carga tributária é muito grande. A quantidade de impostos que se paga em todos os aspectos é muito alta.

3. O que é mais importante: dinheiro ou criatividade?

Luiz Piccinin: Tem que ter, principalmente, criatividade. Dinheiro você vai construindo ao longo do tempo. Tem dois pontos importantíssimos que o empreendedor tem que levar se ele quiser ter sucesso. Primeiro, é trabalhar duro e ter humildade sem deixar o ego tomar conta da situação. O ego não pode estar acima tem sempre que ficar de lado. O segundo ponto é ter paixão pelo que faz. O empreendedor tem que sentir isso, porque, na realidade, quando a empresa cresce, quem vai fazer a diferença nessa empresa é a equipe e o planejamento estratégico.

Roberto Motta: A criatividade é muito importante. Ela é talvez a mais importante característica que um empreendedor deve ter em si. A criatividade é a chave para atingir diferenciação ou inovação no mercado. Porém, você sempre precisará de dinheiro para colocar uma idéia criativa em prática.

Keller: A Criatividade é muito importante e paralelamente o dinheiro é necessário para colocarmos a criatividade em pratica, e aumenta com o passar do tempo, caminham conjuntamente.

4. Qual é o diferencial?

Luiz Piccinin: O principal diferencial é uma filosofia muita clara e definida que é nossa visão missão e valores. A Agro Amazônia não toma nenhuma decisão que não esteja embasada nesses valores. O time de sócios da empresa está extremamente empenhado buscando esses resultados: se tornar uma empresa referencial de excelência do agronegócio brasileiro que queremos chegar até 2015.

Roberto Motta: A gestão de pessoas, a filosofia da empresa, a estrutura física e humana e os produtos e serviços de alta qualidade.

Keller: O segredo é ter pessoas com um elevado potencial, inteligentes, comprometidos, dedicados, treinados, parceiros Grandiosos na Empresa, um mercado forte, um bom relacionamento com a Comunidade e bons fornecedores.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Galeria de Fotos

Comente esta notícia

Luiz Antonio Squariz 03/07/2012

Luiz Piccinin grande amigo de outros tempos............saudades de amizades deste calibre ...se vc. ler essa mensagem um grande abraço a vc. e seu irmão Osvaldo...pessoas especiais.

positivo
0
negativo
0

1 comentários

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros