Segundo o ministro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguarda a chegada do anúncio formal por parte dos EUA para discutir qual será a reação.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados de Lula discutem duas opções: usar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos e elevar o tom do conflito, ou seguir nas negociações diplomáticas feitas desde o início da investida do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, em julho de 2025, para tentar desfazer a nova taxação.
O governo já esperava que a tarifa seria aplicada diante das reuniões infrutíferas que tiveram com os representantes de Trump. No encontro entre Lula e o republicano, em maio, ficou acertado que um grupo de trabalho seria feito para solucionar com celeridade as divergências entre os países sobre tarifas.
A sugestão de aplicação das novas tarifas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) veio após as primeiras reuniões e a situação, ao invés de se apaziguar, se transformou em nova crise.
Sabendo que a taxação se tornou inevitável, os representantes de Lula agora tentam incluir produtos estratégicos na lista de exceções à taxação. A confiança do Planalto vem do último tarifaço, do ano passado, quando a lista de produtos deixados de fora da taxação foi aumentando com o tempo.
Em uma agenda em São José dos Campos (SP) na segunda-feira, 13, o presidente Lula chegou a dizer para a imprensa que as tarifas contra o Brasil não seriam aplicadas.
Em seu relatório preliminar, em 1º de junho, o USTR sugeriu a aplicação de alíquota de 25% sobre os produtos importados brasileiros, com uma lista de exclusões que inclui os setores essenciais para o consumo da população americana, como a aeronáutica, produtos agropecuários e insumos industriais.
A nova tarifa dos Estados Unidos veio após a investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. O governo Trump acusa o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, referindo-se ao Pix, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.
(Com Agência Estado)
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