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Economia Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 16:00 - A | A

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 16h:00 - A | A

Petróleo fecha em queda com novos avanços diplomáticos na guerra no Oriente Médio

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O petróleo despencou 3% nesta sexta-feira, 12, após ter caído bruscamente na quinta-feira, 11, à medida que os avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã avançam. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã "nunca esteve tão perto".

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda 3,23% (US$ 2,83), a US$ 84,88.

O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 3,37% (US$ 3,05), a US$ 87,33 por barril.

Na semana, os barris recuaram 6,25% e 6,19%, respectivamente.

A commodity abriu a sessão em queda depois da agência estatal iraniana Mehr divulgar uma versão preliminar do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã em que prevê que Washington se comprometa a suspender as sanções ao petróleo iraniano e que Teerã se compromete a reabrir o Estreito de Ormuz. O petróleo ainda aprofundou a queda com as declarações do chanceler iraniano, ao reforçar que um acordo está próximo de ser concretizado.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o regime persa não definiu nenhum cronograma para concluir o acordo, segundo a mídia estatal IRNA. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou as autoridades iranianas ao acusá-las de divulgar informações falsas sobre os termos do futuro acordo, sem especificar quais.

Para analistas do ING, a menos que o petróleo volte a ser transportado livremente no Estreito de Ormuz muito em breve, os mercados de energia podem se aproximar de um ponto de inflexão em julho. "Por sua vez, teríamos cautela ao esperar preços de petróleo muito mais baixos a partir dos níveis atuais", afirmam.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse nesta sexta que Washington vai restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz "com ou sem a ajuda" do Irã, acrescentando que, mesmo se não houver um acordo com as lideranças persas, as Forças Armadas retomarão o fluxo no estreito.

*Com informações da Dow Jones Newswires

(Com Agência Estado)

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