Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 0,91% (US$ 0,59), a US$ 64,01 o barril. O WTI avançou 0,55% na semana e recuou 7,58% no mês. Já o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,73% (US$ 0,50), a US$ 67,48 o barril - com avanço semanal de 0,39% e recuo mensal de 5,89%.
As tarifas secundárias impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, à Índia tiveram efeito limitado sobre os fundamentos do mercado global de petróleo e não devem provocar grandes mudanças nos preços daqui para frente, avalia a Capital Economics. O risco maior, segundo a consultoria, é que medidas semelhantes venham a ser aplicadas à China, maior importadora de petróleo bruto russo, o que poderia "desorganizar significativamente os fluxos globais".
"Os embarques marítimos da Rússia para a Índia caíram um pouco nas últimas semanas, mas as exportações para a China aumentaram um pouco neste mês e o total das exportações marítimas russas permanece bem dentro da faixa dos últimos 18 meses", disse Lily Millard, da Capital.
Do lado das projeções de preços, Alex Hodes, da StoneX, observa: "Os participantes do mercado ainda esperam um mercado com excesso de oferta até o fim do ano, mas ainda podemos ver preços mais altos do que os atuais. Setembro tende a ser um mês de alta historicamente, mas os barris adicionais da Opep entrando no mercado serão um obstáculo difícil de superar."
Investidores também monitoraram os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Nesta sexta, o Kremlin afirmou que o presidente Vladimir Putin não descartou um encontro com o líder ucraniano, Volodimir Zelenski, mas ressaltou que qualquer reunião em nível de cúpula precisa ser "bem preparada". A declaração respondeu a comentários feitos na quinta-feira pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, que disse ser "óbvio" que a reunião entre os dois líderes não ocorreria.
*Com informações da Dow Jones Newswires
(Com Agência Estado)
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