Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 3,4% (US$ 3,10), a US$ 88,20 o barril. O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 2,97% (US$ 2,80), a US$ 91,45 o barril.
Trump chegou a dizer que o fechamento de um acordo com o Irã está próximo, trazendo alívio para os preços do petróleo nesta terça-feira. O líder americano, porém, afirmou posteriormente que responderia ao ataque do Irã que derrubou um helicóptero militar durante uma patrulha sobre o Estreito de Ormuz, o que cortou parte da queda do petróleo.
Adicionando otimismo aos mercados, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o tráfego marítimo pelo trecho está aumentando "de forma muito significativa" conforme o conflito com o Irã continua. Segundo a Reuters, ele ponderou que levará muitos meses para que o fluxo de energia volte ao normal após o fim da guerra.
Para o analista de inteligência de mercado da Stonex Bruno Cordeiro os investidores seguem precificando o cessar-fogo temporário entre Irã e Israel e a possibilidade de que essa medida contribua para um avanço mais intenso das negociações. "Se continuarmos observando um diálogo entre Teerã e Tel Aviv, é provável que os preços sigam em patamares mais baixos", afirma.
Enquanto isso, o Departamento de Energia americano (DoE, na sigla em inglês) manteve projeção para o preço médio do petróleo Brent neste ano e no próximo, prevendo que o Estreito de Ormuz continuará fechado até o terceiro trimestre de 2026.
Já a União Europeia informou que está considerando adiar até janeiro um aumento previsto em seu limite de preço sobre o petróleo russo. Segundo o Financial Times, a ideia é impedir o aumento das receitas de Moscou diante dos preços mais altos do petróleo em decorrência da guerra no Irã.
(Com Agência Estado)
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