"Não consigo lembrar de um momento em que as duas maiores democracias do Ocidente estiveram tão distantes. Do ponto de vista governamental, os Estados Unidos são de Vênus, e o Brasil é de Marte", comentou Troyjo, que já foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, durante seminário do Lide.
Ele observou que nos últimos doze meses o comércio com os Estados Unidos representou menos de 10% da corrente comercial brasileira. Troyjo criticou o distanciamento entre os governos, lembrando que o governo brasileiro foi ultimo a entrar em contato com o presidente Donald Trump após a sua posse, e não se esforçou muito para mudar a situação desde então.
"Nós somos muito diferentes. E isso, de certa maneira improdutiva, está se refletindo no nosso relacionamento comercial e no nosso fluxo de investimento estrangeiro direto", afirmou Troyjo.
O diplomata pontuou que o Brasil vende 1% do que o mercado americano compra do mundo, não aproveitando o potencial de uma economia cujo comércio com o resto do mundo é de US$ 3,6 trilhões, o equivalente ao PIB da França e de todo o continente africano.
Troyjo destacou que, ao mesmo tempo em que adotou uma política comercial mais restritiva, os Estados Unidos melhoraram o ambiente interno com redução da carga tributária, de 27% em direção aos 25%, dentro do objetivo de reindustrialização de Trump. Isso, acrescentou o diplomata, coloca a maior economia do mundo na rota dos investimentos internacionais no setor produtivo.M
(Com Agência Estado)
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