As unidades serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes, Santa Catarina, e serão do tipo RSV (ROV Support Vessel), embarcações destinadas a atividades de inspeção, manutenção e reparo submarino, consideradas estratégicas para a continuidade das operações offshore da companhia.
A expectativa da Petrobras é que o projeto gere cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos ao longo das etapas de construção e operação, sendo aproximadamente 1,5 mil diretos e 5,6 mil indiretos.
A estatal também destacou o reforço à política de fortalecimento da indústria naval brasileira. A previsão é atingir até 80% de conteúdo local na fase de construção das embarcações e cerca de 90% durante a operação dos navios, segundo a companhia.
No evento, o gerente executivo de Sistemas Submarinos, Flavio Bretanha, afirmou que a gestão atual ampliou o número de fornecedores ao simplificar especificações, elevando a competitividade e o volume de propostas qualificadas.
As embarcações serão equipadas com sistemas de propulsão híbrida, que combinam baterias, motores elétricos e combustíveis de menor impacto ambiental. A Petrobras diz que a tecnologia deve trazer maior eficiência energética, reduzir consumo de combustível e diminuir emissões de gases de efeito estufa, em linha com as metas de descarbonização da empresa.
O CEO da DOF, Mario Fuzetti, afirmou que a parceria envolve embarcações tecnológicas, com redução de emissões, e reforça a geração de empregos e o aquecimento da indústria naval no País.
Já o gerente executivo de Suprimentos da Petrobras, Alexandre Gomes Alves, destacou o foco no conteúdo local.
"Considero essa licitação exitosa, em linha com as demandas do plano de negócios da companhia. Essa parceria demonstra mais uma vez a união entre Petrobras e mercado fornecedor local. A Petrobras acredita e fortalece o mercado local, mostrando que estamos no caminho certo. A construção de quatro embarcações no Brasil se traduz em geração de emprego e menor dependência do mercado internacional", disse Alves.
(Com Agência Estado)
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