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Economia Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 16:00 - A | A

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Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 16h:00 - A | A

Para FMI, Brasil e Índia não precisam de empréstimos, mas também precisam da vigilância

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, defendeu a aprovação da 16ª Revisão Geral de Cotas (GRQ, na sigla em inglês) do organismo. A medida prevê um aumento de 50% no valor das cotas de todos os países membros, mas sem uma redistribuição do poder de voto, e foi encaminhado para ser apreciado pelo Congresso dos Estados Unidos durante a gestão do presidente norte-americano, Donald Trump.

"Precisamos desse aumento. Por que precisamos? Porque simplesmente não sabemos o que o futuro pode trazer", disse Georgieva, em evento que marca a abertura das reuniões de Primavera do Fundo, que acontecem na próxima semana, em Washington, nos EUA.

Ao defender a aprovação da 16ª rodada, a diretora-geral do FMI mencionou o Brasil. Conforme ela, ainda que grandes economias emergentes não precisem de financiamento por parte do Fundo, necessitam da vigilância do organismo e do suporte a nações vizinhas que enfrentam necessidades.

"Grandes economias como Brasil e Índia não precisam de empréstimos do Fundo, mas também precisam da vigilância do Fundo... precisam de nós para estabilizar suas vizinhanças", afirmou Georgieva.

De acordo com ela, a 16ª revisão das cotas não é apenas sobre dinheiro, mas sobre suporte aos países. "É o símbolo do Fundo sendo apoiado por todos os seus membros", disse.

O Brasil já se manifestou a favor da aprovação da 16ª revisão e também do avanço para a fase seguinte.

Em posicionamento ao Fundo, durante as reuniões anuais, em outubro do ano passado, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou a necessidade de o FMI conseguir "progressos concretos" na 17ª Revisão Geral de Cotas do organismo. Somente após ser votada será possível seguir com a próxima etapa.

O Brasil tem defendido a necessidade de uma redistribuição do poder de voto pelos membros do FMI. No entanto, o tema não avança porque os países com maior poder não querem ceder espaço a outros como, por exemplo, o Japão com fatia levemente superior à China.

(Com Agência Estado)

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