"Precisamos desse aumento. Por que precisamos? Porque simplesmente não sabemos o que o futuro pode trazer", disse Georgieva, em evento que marca a abertura das reuniões de Primavera do Fundo, que acontecem na próxima semana, em Washington, nos EUA.
Ao defender a aprovação da 16ª rodada, a diretora-geral do FMI mencionou o Brasil. Conforme ela, ainda que grandes economias emergentes não precisem de financiamento por parte do Fundo, necessitam da vigilância do organismo e do suporte a nações vizinhas que enfrentam necessidades.
"Grandes economias como Brasil e Índia não precisam de empréstimos do Fundo, mas também precisam da vigilância do Fundo... precisam de nós para estabilizar suas vizinhanças", afirmou Georgieva.
De acordo com ela, a 16ª revisão das cotas não é apenas sobre dinheiro, mas sobre suporte aos países. "É o símbolo do Fundo sendo apoiado por todos os seus membros", disse.
O Brasil já se manifestou a favor da aprovação da 16ª revisão e também do avanço para a fase seguinte.
Em posicionamento ao Fundo, durante as reuniões anuais, em outubro do ano passado, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou a necessidade de o FMI conseguir "progressos concretos" na 17ª Revisão Geral de Cotas do organismo. Somente após ser votada será possível seguir com a próxima etapa.
O Brasil tem defendido a necessidade de uma redistribuição do poder de voto pelos membros do FMI. No entanto, o tema não avança porque os países com maior poder não querem ceder espaço a outros como, por exemplo, o Japão com fatia levemente superior à China.
(Com Agência Estado)
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