Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,16%, a US$ 4.186,70 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 0,95%, a US$ 60,566 por onça-troy. Em setembro, o ouro caiu 6,5%, enquanto a prata cedeu 9,5%.
Nesta quarta, o Departamento do Comércio americano publicou números de inflação abaixo das projeções de analistas, o que levou o mercado a aumentar as apostas por uma manutenção dos juros pelo Fed na próxima reunião, impulsionando o ouro subir a US$ 4.251,10 por onça-troy na máxima do dia. Bancos e consultorias, no entanto, divergem nas expectativas quanto ao próximo passo do BC americano, o que limita os ganhos do metal: a Capital Economics defende uma manutenção da política monetária em outubro, enquanto o CIBC projeta um aperto.
O Commerzbank pondera que uma queda do ouro para US$ 4.000 por onça-troy ou até menos é possível, a depender das sinalizações do Fed, mas projeta que o preço da commodity está "bem sustentado" e que deve voltar a subir após o período de fraqueza. Para o ING, as expectativas agora se concentram na publicação do payroll, na sexta-feira, dia 2.
Paralelamente, a incerteza sobre um possível diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio mantém o petróleo em alta, o que impõe pressão e limita o avanço do ouro.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
(Com Agência Estado)
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