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Economia Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 15:30 - A | A

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Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 15h:30 - A | A

ONU prevê desaceleração do PIB dos EUA e da China para 2026 e 2027, em meio a choque energético

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Organização das Nações Unidas (ONU) espera que a economia dos Estados Unidos expanda 2% em 2026, desacelerando em relação aos 2,1% de 2025, segundo seu relatório semestral sobre perspectivas para economia global. Para 2027, a organização também prevê um crescimento de 2%, 0,2 ponto porcentual abaixo da análise anterior.

De acordo com as Nações Unidas, os rendimentos elevados dos títulos do governo de médio e longo prazo e os preços mais altos de energia devido ao conflito no Oriente Médio estão pesando sobre o crescimento americano. "Espera-se que o investimento geral continue fraco, exceto para equipamentos e estruturas relacionados à inteligência artificial (IA). Contudo, como o hardware que sustenta os sistemas de IA possui alto conteúdo de importação, sua contribuição líquida para o crescimento do PIB Produto Interno Bruto deve ser moderada", acrescenta.

O impacto inflacionário geral nos EUA do choque dos preços de energia atualmente deve ser menor do que o registrado em 2022, durante o início da guerra na Ucrânia, com aumentos modestos projetados nos preços do gás natural e da eletricidade, diz a ONU.

Para o Canadá, o crescimento do PIB é previsto em 1,5% em 2026, abaixo dos 1,7% de 2025. As exportações de energia devem aumentar, mas a revisão programada para este ano do Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) introduz uma incerteza significativa para as perspectivas de exportação canadense, alerta.

China

Já na China, o crescimento deve moderar de 5% em 2025 para 4,6% em 2026 e para 4,5% em 2027. A ONU não alterou as perspectivas para a economia chinesa em relação à análise anterior. Comparada com seus pares regionais, a China está menos exposta imediatamente às interrupções de energia no Oriente Médio devido à sua matriz energética e reservas estratégicas, pontua o relatório, adicionando que o petróleo e os produtos petrolíferos representam menos de 20% do total de energia chinesa.

Segundo a ONU, o apoio político continuará a sustentar o consumo privado chinês e o investimento em manufatura e infraestrutura. No entanto, a fraqueza no setor imobiliário persiste e o crescimento das exportações pode desacelerar após os embarques antecipados antes do tarifaço dos EUA em 2025.

Zona do euro

A ONU revisou para baixo as projeções de crescimento do PIB da zona do euro em 2026, de 1,3% para 1,1%, e do Reino Unido, de 1,1% para 0,7%, diante das consequências econômicas decorrentes do conflito no Oriente Médio.

No relatório semestral Situação Econômica Mundial e Perspectivas, a ONU prevê uma desaceleração acentuada nas economias europeias após crescimentos de 1,5% e 1,4%, respectivamente, em 2025.

A ONU afirma que o conflito envolvendo os EUA e Israel contra o Irã provocou "um choque significativo" nos termos de troca da Europa, uma das principais importadoras líquidas de energia. Segundo o relatório, os preços mais altos da energia estão corroendo o poder de compra das famílias e elevando os custos de produção, afetando o consumo e o investimento empresarial.

Para a organização, a situação representa um revés para economias que haviam demonstrado resiliência no fim do ano passado e no início deste ano, apesar das tensões comerciais em curso e da incerteza macroeconômica. Nesse contexto, as revisões para baixo refletem a "forte exposição" ao choque energético e um cenário doméstico fraco, com consumo moderado e mercado de trabalho em arrefecimento.

Com a alta dos custos de energia, a ONU espera que as pressões inflacionárias se intensifiquem. Na União Europeia (UE), a inflação deve acelerar de 2,3% em 2025 para 2,7% em 2026. No Reino Unido, a projeção é de que permaneça elevada, em 3,2%. Como resultado, a política monetária tende a ser menos acomodatícia do que o previsto anteriormente, segundo a organização.

Ainda segundo o documento, a política fiscal deve ganhar mais flexibilidade em 2026, com governos adotando medidas para amortecer o choque energético e ampliando o investimento público em infraestrutura e defesa, sobretudo na Alemanha.

América Latina e Caribe

A América Latina e o Caribe devem crescer 2,3% em 2026, após uma expansão estimada de 2,5% em 2025, segundo projeções da ONU divulgadas em relatório semestral sobre perspectivas para economia global. Para 2027, a projeção para a região foi elevada para 2,7%, de 2,5% estimativa anterior.

Em relatório, a ONU diz que a região está "em uma trajetória de baixo crescimento" e que, mesmo com preços de commodities dando algum suporte, a atividade continua travada por restrições estruturais e financeiras. "Apesar de preços favoráveis de commodities, a atividade econômica continua limitada por uma combinação de fragilidades estruturais - notadamente investimento fraco e espaço fiscal limitado - e outros ventos contrários, incluindo demanda externa mais fraca e custos de financiamento elevados."

O relatório acrescenta que o choque de energia associado à crise no Oriente Médio piorou o quadro inflacionário e externo, sobretudo em importadores de petróleo. O avanço rumo às metas de inflação, diz a ONU, sofreu revés.

"Depois de três anos de desinflação sustentada, o choque de energia atrasou o progresso em direção às metas de inflação dos bancos centrais em toda a região", e as pressões aumentaram "mesmo em exportadores líquidos de energia", citando alta da inflação cheia e das expectativas em países como Brasil, Chile, Colômbia e México.

"Os bancos centrais estão adotando uma abordagem mais cautelosa para o afrouxamento monetário, com alguns interrompendo cortes de juros"; Do lado fiscal, a ONU aponta medidas como subsídios a combustíveis, mas com alcance limitado: "os governos introduziram várias medidas, incluindo subsídios aos combustíveis, para amortecer o impacto do choque de energia, mas sua abrangência segue limitada por posições fiscais apertadas".

Entre as maiores economias da região, a ONU projeta desaceleração no crescimento do Brasil e melhora gradual do México.

Para o México, o relatório estima expansão de 1,5% em 2026 e menciona apoio de consumo e gastos públicos, mas alerta para incertezas ligadas à renegociação do acordo EUA-México-Canadá.

Ásia Meridional

A ONU revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB da Ásia Meridional em 2026, de 5,6% para 4,6%, e elevou as expectativas de inflação na região, de 8,7% para 13,8%, devido à forte contração esperada no crescimento e alta inflacionária no Irã em decorrência do conflito no Oriente Médio.

No relatório semestral Situação Econômica Mundial e Perspectivas, publicado nesta terça-feira, a organização ressalta que os riscos para estão inclinados para o lado negativo, dependendo da duração e da gravidade da guerra e das suas interrupções no comércio de petróleo e gás.

De acordo com o documento, a economia do Irã deve contrair 6,4% em 2026, uma vez que o conflito exacerba os graves desequilíbrios macroeconômicos acumulados sob sanções internacionais. A ONU detalha que a interrupção das exportações de petróleo foi agravada por danos à infraestrutura energética, acelerando a depreciação da moeda, corroendo o poder de compra das famílias e elevando a inflação para uma projeção de 68,4% em 2026.

"A incerteza em torno dessa previsão é excepcionalmente alta, refletindo a natureza evolutiva do conflito e a dificuldade de avaliar seu impacto econômico total", destaca.

O crescimento da Índia, por sua vez, deve desacelerar a 6,4%, ante avanço de 7,5% em 2025 e projeção anterior de 6,6% em janeiro, impulsionada pelo consumo privado resiliente e fortes exportações de serviços. A inflação na potência asiática está prevista em 4,9% - dentro da meta do Banco Central da Índia - com a taxa básica de juros mantida em 5,25% em meio a crescentes riscos de inflação.

(Com Agência Estado)

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