O ONS aponta que a região Sul tende a ter maiores índices de precipitações durante o fenômeno. Já as regiões Norte e Nordeste contam com a redução de incidências de chuvas durante o período, o que afeta o abastecimento de bacias importantes, como Santo Antônio, Jirau e Belo Monte.
Em nota, o ONS destaca que a economia de reservatórios estratégicos, como as usinas hidrelétricas da região Sul e Itaipu, garante a disponibilidade de recursos para atendimento da demanda durante o período. De acordo com a entidade, as estratégias foram acionadas por conta da melhoria nas condições hidrometeorológicas da região Sul e Sudeste em junho em relação aos meses anteriores de 2026, devido às frentes frias e ao índice de precipitação elevado.
No início deste mês, conforme relatado pelo Estadão, a diretora da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, disse que o mundo precisa se preparar para um El Niño que pode "exacerbar a seca e as chuvas intensas e aumentar o risco de ondas de calor tanto em terra quanto no oceano".
El Niño
O El Niño é um fenômeno climático que eleva as temperaturas da superfície da água do Oceano Pacífico equatorial e oriental, provocando mudanças globais no regime de ventos, chuvas e pressão atmosférica.
O fenômeno ocorre, normalmente, em intervalos que podem variar de dois a sete anos e tem duração aproximada de um ano.
Um relatório da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), publicado na última quinta-feira, 11, aponta que o El Niño terá maior incidência no final deste ano.
(Com Agência Estado)
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