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Economia Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 13:00 - A | A

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Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 13h:00 - A | A

Motta sobre risco de greve dos caminhoneiros: Câmara estará atenta, momento é de união

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vê com preocupação o aumento do preço dos combustíveis e atribuiu a alta à guerra do Irã, mas pregou "união"" e disse que a Câmara agirá com celeridade, ao comentar sobre o risco de deflagração de uma greve dos caminhoneiros. As declarações ocorreram à imprensa nesta quarta-feira, 18.

"É importante se explicar à sociedade brasileira o que está acontecendo. Essa alta dos combustíveis se dá nesse momento por um episódio internacional que não tem, digamos, a voluntariedade do Brasil nesse episódio", declarou o parlamentar. "Nós temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia de petróleo do mundo. E isso levou, nos últimos dias, a ter um aumento rápido e muito considerável no preço do barril do petróleo, o que incide no aumento do preço dos combustíveis de forma mundial", continuou.

Motta prosseguiu: "No Brasil não é diferente. Nós temos um modal rodoviário de logística interna. Nós temos predominantemente esse modal rodoviário, ou seja, nós dependemos dos serviços para a logística dos caminhoneiros que estão nas estradas todos os dias transportando aquilo que é importante para que o País possa funcionar".

Na sequência, o presidente da Câmara admitiu preocupação com o aumento do preço dos combustíveis. "É claro que sempre nos preocupa quando temos uma alta de combustíveis que vem a incidir diretamente no custo do dia a dia desse modal rodoviário que nós temos."

Motta acrescentou: "O que eu posso garantir é que a Câmara estará atenta, como esteve também no momento em que tivemos as tarifas sendo impostas ao Brasil. E aqui, naquilo em que dependeu do Parlamento, nós fomos extremamente céleres, extremamente pró-ativos para ajudar o País nesses momentos de dificuldade."

O presidente da Câmara também pregou união e estabilidade neste momento. "Eu penso que o momento é de união. Nós não queremos um desequilíbrio nos preços do País. Nós queremos que a estabilidade possa ser mantida. Nós não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados com essa alta dos preços do petróleo", afirmou.

Em seguida, Motta mencionou as medidas anunciadas pelo governo federal que envolvem a zeragem de impostos sobre o diesel. "Nós vamos, no âmbito da discussão dessa Medida Provisória, poder, se necessário for, sugerir mais alguma medida de iniciativa do Parlamento. O que eu posso garantir é, como aqui reafirmei, que nós estamos vigilantes e prontos para agir", declarou.

Conforme mostrou o Broadcast Político, o assunto repercutiu no plenário da Câmara na terça-feira, 17, com críticas da oposição e discursos de governistas em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma noite, o vice-presidente Geraldo Alckmin também disse não ver razão para a deflagração de uma greve dos caminhoneiros.

(Com Agência Estado)

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