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Economia Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026, 13:30 - A | A

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Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026, 13h:30 - A | A

Leilão da ANP é sucesso com 7 áreas vendidas e ágios médios de 108,38%, diz presidente da PPSA

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente da Petróleo Pré-sal (PPSA), Luis Fernando Paroli, avaliou como "um grande sucesso" o leilão realizado nesta manhã com áreas do pré-sal, destacando que os ágios foram "muito bons" - 108,38% na média -, e pelo volume de áreas vendidas: 7 das 13 ofertadas. "Nunca aconteceu de sair sete áreas no mesmo leilão (de Partilha)", disse ao final do certame.

"No leilão passado (do pré-sal) foram 5 blocos vendidos, hoje já foram 7. O pré-sal está mudando, mas também está mudando a forma com que a gente explora o pré-sal. Então, à medida que os grandes poços, aqueles grandes campos já não estão mais aparecendo, a gente vai se adaptando a essa nova realidade e vai explorando. E tem muita coisa para sair ainda do pré-sal", afirmou.

"Hoje, como a gente não tem aqueles grandes campos, as pessoas que estão próximas, que já tem um FPSO (plataforma) funcionando, como aconteceu por exemplo com a Prio, que comprou as duas áreas que estão do lado dela, porque ela sabe que aquilo tem um potencial", acrescentou.

Ao comentar as áreas que não foram arrematadas, Paroli disse que será preciso "estudar um pouco mais" os motivos, mas citou o caso do bloco de Opala, próximo ao gigante campo de Búzios, na bacia de Santos, que tinha expectativa de ser vendido. "Vamos ter que estudar e entender por que isso não aconteceu", avaliou.

Já a ausência de disputas pelos blocos foi justificada pelo executivo pelo limite de capital. "Temos que entender também que o capital é sempre finito. As empresas têm que fazer escolhas. O capital finito fez com que, de repente, a Petrobras escolhesse ficar com essas duas áreas porque não tem capital para fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais a Petrobras, que está investindo tanto e está com tantas áreas novas de exploração", ressaltou.

Segundo o executivo, após o leilão a PPSA passou a ter mais de 30 contratos como representante da União. "Nossa avaliação é que foi um grande sucesso. Como eu disse, como o capital e a operação são finitas, é difícil que as empresas comprem, cada uma compre três, quatro, cinco áreas. Porque fazer isso tudo ao mesmo tempo é bem complexo", reforçou Paroli.

(Com Agência Estado)

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