Ele observa que o acordo, que recebeu hoje sinal verde do lado europeu para ser assinado, beneficia a sua indústria, uma vez que todos os produtos embarcados, inclusive agrícolas, usam embalagens plásticas.
"O Mercosul é um mercado muito fechado. O fato de abrir um pouco mais o mercado para a Europa é positivo, principalmente porque temos uma tradição comercial com a Europa. A indústria brasileira segue, inclusive, padrões de produção muito alinhados com os dos países europeus", comenta Roriz. "Então, a avaliação geral foi positiva. Precisamos abrir o mercado, precisamos buscar outras alternativas para aumentar o nosso comércio", acrescenta.
A ponderação feita pelo presidente da Abiplast é que os produtos agrícolas e minerais, que representam praticamente três quartos das exportações brasileiras à Europa, foram alvo de várias restrições para que o acordo fosse viável. Por outro lado, compara, o Mercosul abre as portas a produtos europeus de altíssimo valor agregado - como máquinas, produtos químicos e produtos farmacêuticos -, tornando mais difícil a produção deles no Brasil.
De qualquer forma, Roriz considera que o saldo final é positivo, tendo em vista que o Brasil precisa reduzir a dependência do comércio com a China, que impôs a tarifa extra de 55% nas importações de carne bovina que estourarem uma cota, e com os EUA, onde o tarifaço do presidente Donald Trump ainda atinge produtos da indústria brasileira. "Essa abertura de mercado é positiva porque dá mais alternativas para vender", comenta o empresário.
(Com Agência Estado)
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