No fechamento desta quinta-feira, destaque para a recuperação, embora ao fim moderada, dos grandes nomes do setor financeiro, com Itaú (PN +1,13%) à frente. Principal ação do Ibovespa, Vale ON também virou e encerrou em alta de 0,77%, com Petrobras também no positivo, na ON (+1,25%) e na PN (+0,78%).
Na ponta ganhadora do Ibovespa, CSN (+3,43%), Brava (+2,03%) e Natura (+2,00%). No lado oposto, Hapvida (-7,01%), Minerva (-5,40%) e MRV (-3,26%). Moderado, o giro financeiro foi de R$ 23,8 bilhões na sessão. Na semana, o Ibovespa avança 0,21%, com perdas no mês ainda a 5,16%. No ano, o índice da B3 acumula ganho de 10,26%.
Com o desdobramento em torno de possível acordo no Oriente Médio, o petróleo mudou de direção e passou a cair em torno de 2%, no Brent e no WTI, o que limitou o potencial de Petrobras na sessão, embora ainda em alta no fechamento. Os juros futuros e o dólar acompanharam o alívio externo, contribuindo para o desempenho positivo do Ibovespa na etapa vespertina. Ao fim, o dólar mostrava baixa de 0,04%, a R$ 5,0012. Em Nova York, Dow Jones +0,55%, S&P 500 +0,17%, Nasdaq +0,09%.
"O preço do barril de petróleo chegou a superar os US$ 109 na manhã de hoje, mas caiu mais de 2% à tarde depois que uma emissora árabe de televisão noticiou que Estados Unidos e Irã teriam chegado a uma versão preliminar de acordo de paz, com as negociações sendo mediadas pelo Paquistão", aponta Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCI Advisors.
Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, destaca que a volatilidade do petróleo, em meio às idas e vindas quanto a uma eventual resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã, tem sido o fiel da balança para a definição dos dias de apetite ou aversão a risco. Os investidores continuam a monitorar de perto os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e, mesmo diante de sinais de alívio, ainda há poucas garantias quanto à evolução "concreta" das negociações, o que reforça a "percepção de insegurança".
"Cresce a percepção de que o petróleo pode permanecer em níveis elevados por mais tempo, o que influencia diretamente os custos de energia, transporte e produção em diversos países, pressionando a inflação global", conclui o especialista, referindo-se ao efeito direto dessa combinação de fatores para a condução da política monetária por BCs referenciais, como o Federal Reserve, o banco central dos EUA.
(Com Agência Estado)
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