Os contratos futuros do petróleo passaram a subir há pouco, após caírem mais cedo, após relatos de que Irã e Estados Unidos receberam uma proposta que prevê um cessar-fogo de 45 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz.
A agenda de indicadores desta semana concentra uma gama de divulgações com força para influenciar os ativos, caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que sairá na sexta-feira, em meio a pressões inflacionárias, devido, principalmente à guerra. Neste cenário, as estimativas para o IPCA a partir de 2026 no boletim Focus de hoje avançaram, como o dado deste ano mais perto do teto da meta de 4,5%, em 4,36%.
Também o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, será monitorado, durante seminário no Rio de Janeiro, à tarde, além de eventuais ações do governo para atenuar os efeitos da guerra na economia. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discute nesta manhã medidas econômicas no Palácio do Planalto com integrantes dos Ministérios do Planejamento e Orçamento (MPO) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
No exterior nos próximos dias, os destaques serão a última leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do quarto trimestre de 2025 e o índice de preços PCS de fevereiro.
Em meio à alta do petróleo no exterior, as ações da Petrobrás sobem cerca de 1%. Ao mesmo tempo, investidores monitoram a pressão sobre a estatal para reajustar o preço da gasolina. Neste cenário, a Petrobras reiterou que mantém a estratégia de preços de combustíveis e negou defasagem relevante frente ao mercado internacional, rebatendo notícias sobre possível interferência política.
Outro ponto de atenção é que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que deu início à fiscalização sobre leilões e solicitou informações associadas aos leilões de 31 de março de todos os polos produtores da empresa.
O ambiente é de incerteza, como reflete o desempenho do principal indicador da B3. Após subir no começo do pregão para a faixa dos 188 mil pontos, perdeu força e caiu 0,12%, na mínima aos 187.825,41 pontos. Na sequência, com a virada do petróleo e alta das bolsas norte-americanas, renovou máxima em 189.219,50 pontos, em alta de 0,62%.
Ao mesmo tempo, as ações da Petrobras ganhavam força. Ainda, os papéis de bancos voltavam a operar no campo positivo, após passagem rápida por queda. Segundo Bruno Takeo, estrategista da Potenza, a Bolsa pode ficar operando entre altas e baixas até a entrevista do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra no Oriente Médio.
Em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, a mediana para o IPCA de 2026 no boletim Focus subiu pela quarta leitura consecutiva, desta vez de 4,31% para 4,36%.
Considerando apenas as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,47% para 4,50%.
Segundo Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos, o quadro reforça um ambiente de desinflação mais lenta do que o esperado, pressionado pelo conflito no Oriente Médio e suas consequências sobre o petróleo e as cadeias de suprimento globais.
Com expectativas ainda desancoradas, o Comitê de Política Monetária (Copom) segue sem espaço para acelerar o ritmo de cortes da Selic, avalia Novais. "E mercado já precifica um ciclo de afrouxamento mais curto e cauteloso", acrescenta em nota.
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,05%, aos 188.052,02 pontos.
Às 11 horas desta segunda-feira, subia 0,49%, aos 188.964,81 pontos.
Devido a feriado na China, não houve negócios com minério de ferro em Dalian. As ações da Vale subiam 0,05% e Gerdau recuava 1,11%, enquanto Usiminas e CSN zeravam a queda.
(Com Agência Estado)
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