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Economia Terça-feira, 17 de Março de 2026, 11:00 - A | A

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Terça-feira, 17 de Março de 2026, 11h:00 - A | A

Ibovespa dispara com apetite por risco mundial, diante de espera de alívio geopolítico

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Após cair 0,01%, na mínima em 179.849,79 pontos, praticamente o mesmo nível da abertura (179.881,52 pontos), o Ibovespa adotou uma série de máximas, e saltou quase três mil pontos na manhã desta terça-feira, 17. A valorização é quase generalizada. De 85 ações, só sete caíam por volta das 11 horas.

O movimento espelha o apetite por risco no exterior, em meio a expectativas de redução na escalada das tensões da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, a despeito de não haver nenhum sinal concreto neste sentido.

"Deste ontem, o desempenho é esse. É caça a pechinchas", diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. Na segunda-feira, o Índice Bovespa subiu 1,25%, aos 179.875,44 pontos.

"O petróleo lá na frente embute chance relevante de o conflito se resolver, embora não tenhamos nenhuma noticia que reverbere essa percepção", afirma Spiess.

Na curva futuro da commodity, a média dos últimos dez dias para os próximos dez meses aponta a cotação entre US$ 70 e US$ 80 o barril, aquém do valor do Brent (referência global) nesta manhã, em US$ 102 o barril.

Uma eventual diminuição ou resolução dos conflitos no Oriente Médio poderia dar espaço para um corte de 0,50 ponto porcentual na Selic amanhã pelo Comitê de Política Monetária (Copom), apesar das mudanças feitas especialmente ontem por departamentos econômicos, diz um especialista em renda variável.

Apesar do recuo do dólar, que chegou a R$ 5,1896 na mínima hoje, e da queda na véspera da moeda ante o real e dos juros futuros, ontem o mercado passou a estimar declínio de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, e não mais de meio ponto na taxa, que está em 15% ao ano.

Pesquisa realizada na véspera pelo Projeções Broadcast mostra que a maioria das instituições do mercado financeiro estima uma queda da Selic para 14,75% ao ano no Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, diante da escalada do petróleo, que tende a gerar impactos inflacionários.

Os números invertem a maioria apontada no levantamento feito na última quinta-feira, quando 62,5% previam um corte de 0,50 ponto porcentual. Uma instituição prevê manutenção da taxa em 15%.

Em Dalian, hoje o minério fechou com alta de 1,81%, enquanto o petróleo avança acima de 1,5%. A elevação reflete preocupações sobre eventuais cortes na oferta do óleo, diante da ausência de sinais firmes de um fim do conflito no Oriente Médio. Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, esteja pressionando aliados para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, a maioria deles está rejeitando sua investida.

Nesta manhã, o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que o conflito entre os EUA e o Irã vai "acabar em breve", ao apontar que o prazo previsto é de quatro a seis semanas e que Washington está "adiantado no cronograma". O conflito está em seu 18º dia.

Às 11h10, o Ibovespa subia 1,50%, aos 182.407,36 pontos, ante alta de 1,63%, aos 182.800,30 pontos, na máxima. Natura disparava 9,27%, após balanço.

(Com Agência Estado)

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