A pesquisa investigou o perfil socioeconômico e as condições de trabalho em aplicativos de transporte particular de passageiros, aplicativos de entrega de comida e produtos e aplicativos de serviços gerais ou profissionais
As plataformas foram o único ou principal trabalho para 1,8 milhão de pessoas (92,1% do total) em 2025 e o meio secundário para 182 mil trabalhadores (9,3%). Para 28 mil pessoas (1,5%), os aplicativos eram tanto o trabalho principal quanto secundário. Além disso, 38,8% dos trabalhadores plataformizados trabalhavam de forma exclusiva por aplicativo e com apenas uma plataforma.
As edições anteriores da pesquisa, realizadas em 2022 e 2024, investigaram as plataformas apenas como trabalho único ou principal. Em 2022, os aplicativos foram a principal fonte de trabalho para 1,3 milhão de pessoas, o equivalente a 1,5% da população ocupada no setor privado, contra 1,7 milhão em 2024 (1,9% da população ocupada).
"As plataformas têm oferecido oportunidades de geração de renda para muitos trabalhadores e permitido que as empresas alcancem novos mercados e reduzam custos. Por outro lado, representam um importante desafio para as condições de trabalho", afirmou Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, ao comentar os resultados.
Homens são maioria trabalhando em apps
Para traçar o perfil sociodemográfico, a renda e a jornada de trabalho desses trabalhadores em 2025, o IBGE considerou apenas o contingente que utilizava as plataformas como trabalho único ou principal. Os homens correspondiam a 84,4% do total de trabalhadores de plataformas no ano passado, enquanto as mulheres representavam 15,6%.
Em relação à faixa etária, o IBGE observou uma alta concentração na população jovem adulta. O grupo de 25 a 39 anos respondeu por quase metade dos plataformizados, com 47% do total. O estudo não detalha a faixa etária para cada tipo específico de plataforma de serviço. Os indivíduos com ensino médio completo ou superior incompleto formavam a maior categoria, com 62,5% dos plataformizados, ante 45,3% entre os não plataformizados.
Os trabalhadores por conta própria correspondiam a 86,8% dos trabalhadores em aplicativos. Os empregadores eram 4,5% dos plataformizados e os empregados no setor privado representavam 8,1%. Entre os do setor privado, 4,5% tinham carteira assinada e 3,5% não tinham.
O IBGE ressalta que o valor contrasta com a distribuição entre o total de ocupados do setor privado, composto por 43,8% de empregados com carteira assinada, 28,9% de trabalhadores por conta própria, 15,1% de trabalhadores sem carteira e 4,7% de empregadores.
Motivos para trabalhar em plataformas
Os motivos declarados por profissionais que têm as plataformas como trabalho principal concentraram-se em três fatores: flexibilidade de horários e dias de trabalho (26,8%); não conseguir encontrar outro trabalho (24,6%); rendimento ser maior do que em outras opções disponíveis (20,8%). A complementação da renda foi apontada por 16,6%.
Já entre quem exercia o trabalho em plataforma como atividade secundária, 87,7% desejavam complementar a renda. Os demais motivos somaram apenas 12,3%.
Distribuição geográfica
O Sudeste respondeu por 55,3% do total de trabalhadores em plataformas de serviço no país, com 1,083 milhão de pessoas.
O Nordeste respondeu por 19,7% do total do país; o Sul por 11,7%, o Centro-Oeste por 7,3% e o Norte por 6%.
(Com Agência Estado)
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