Considerando só as 81 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 12,50%.
Na última reunião, do dia 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) diminuiu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% - a primeira redução em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), na última quinta-feira, 26. Ele disse que o "conservadorismo" da autoridade monetária em 2025 compra tempo para analisar o cenário e entender os efeitos que a alta do petróleo terá sobre os preços domésticos.
"Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias", disse Galípolo, reforçando que haverá uma condução cautelosa da política monetária.
A projeção para a taxa básica de juros no fim de 2027 continuou em 10,50% pela 59ª semana seguida. Considerando só as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa caiu de 10,75% para 10,50%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 10ª semana seguida. Já a estimativa para 2029 aumentou de 9,50% para 9,75%, depois de 21 semanas de estabilidade.
(Com Agência Estado)
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