Segundo dados da LSEG, os rendimentos dos títulos franceses de 10 anos subiram ao maior patamar desde 2002, enquanto os dos títulos alemães de 10 anos recuaram com força no fim da semana passada.
Analistas do Maybank observam que os rendimentos dos papéis franceses dispararam após a divulgação de que a dívida pública do país alcançou 119% do Produto Interno Bruto (PIB) e deve avançar para perto de 122%.
"O que foi mais preocupante foram os planos de tomar emprestado um recorde de 340 bilhões de euros em 2027 para ajudar a financiar os gastos e o pagamento da dívida", afirmaram os analistas. "Há sinais de contágio, já que os rendimentos de outras economias periféricas endividadas da zona do euro também avançaram, como Grécia e Itália", acrescentaram.
O movimento pesou sobre a moeda única. Às 6h39 (de Brasília), o euro era negociado a US$ 1,1214, após tocar US$ 1,1161 mais cedo, seu menor nível intradiário desde o fim de maio de 2025, de acordo com a LSEG.
Analistas também destacam que os mercados reduziram as expectativas de novas altas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), o que enfraquece o suporte ao euro.
"Dirigentes do BCE estão lidando com um novo aperto das condições financeiras na zona do euro decorrente da turbulência no mercado de títulos soberanos franceses", afirmou Lee Sue Ann, da área de pesquisa de Economia e Mercados Globais do UOB, em relatório.
"Dessa forma, continuamos a esperar que o BCE faça uma pausa em outubro e entregue uma última alta de 25 pontos-base em dezembro, com condições financeiras mais apertadas reduzindo a urgência de uma resposta imediata de política, apesar da inflação acima do esperado", acrescentou a economista.
*Com informações da Dow Jones Newswires
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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