"A confiança do setor de serviços caiu pelo terceiro mês seguido, mas com mudança na composição. Nos meses anteriores, a queda era explicada exclusivamente pelo componente de expectativas, e parcialmente compensada por uma avaliação positiva da demanda corrente. Em abril, a piora se disseminou pelos dois componentes, sugerindo que o ambiente adverso pode estar começando a se refletir também na evolução da atividade atual", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.
O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 0,4 ponto, para 92,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) caiu 0,7 ponto, para 83,7 pontos.
"O endividamento das famílias em níveis recordes e os juros ainda restritivos já pesavam sobre a confiança, e a isso se soma a turbulência externa, com o conflito no Oriente Médio pressionando a inflação e adiando a perspectiva de alívio monetário, o que reduz as chances de recuperação da confiança no curto prazo", completou Tobler.
No ISA-S, o indicador de volume de demanda atual recuou 2,6 pontos, para 92,2 pontos, ao passo que o indicador de situação atual dos negócios avançou 1,7 ponto, para 91,9 pontos. Já no IE-S, a demanda prevista para os próximos três meses caiu 1,5 ponto, para 84,5 pontos, enquanto a tendência dos negócios nos próximos seis meses ficou praticamente estável, com alta de 0,2 ponto, para 83,1 pontos.
O relatório destaca ainda sinais de perda de tração no mercado de trabalho do setor: em abril, o Indicador de Emprego Previsto reverteu a trajetória de avanço observada nos meses anteriores, com piora liderada por Informação e Comunicação e Serviços Profissionais. Segundo Tobler, "o recuo nas intenções de contratação nesses segmentos sugere que a incerteza do ambiente atual começa a pesar também sobre as decisões de pessoal".
O levantamento coletou entre os dias 1º e 27 de abril.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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