Um deles é o tema da soberania digital, comentou o presidente da Conexis, Marcos Ferrari. "A soberania é um dos pontos importantes do conjunto de propostas que enviamos aos candidatos. E, nessa linha, temos convergência com as propostas do presidente reeleito", observou.
Na visão das Conexis, as operadoras de telecomunicações têm condições de se apresentar como grande parceira da agenda pública na defesa da soberania, dada a sua capacidade de promover o tráfego de dados a partir de uma infraestrutura de redes, antenas e torres situadas em território brasileiro.
"As operadores são agentes de mercado que têm ativos estratégicos, localizados dentro do próprio País. O setor tem condições de ser o parceiro de que o País precisa para desenvolver a economia a partir de um ecossistema local, preservando o tratamento de dados no Brasil", defendeu Ferrari.
Ao longo do período eleitoral, a Conexis entregou uma carta aos presidenciáveis com um conjunto de propostas. Uma das bandeiras defendidas é a isonomia tributária e regulatória perante as multinacionais de tecnologia, que oferecem serviços digitais como streaming de vídeo, e-mail, nuvem e inteligência artificial a partir das redes das operadoras.
A lista de pleitos sugere ainda a ampliação da atuação do Ministério das Comunicações, que atuaria como um Ministério da Digitalização, um órgão centralizador de todos os temas que compõe a pauta digital.
Outra medida sugerida foi o corte de impostos para compra de aparelhos - smartphones, computadores e tablets - que custem até R$ 2 mil. O benefício seria destinado ao público que ganha até três salários mínimos (R$ 4,8 mil) inscrito no Cadastro Único.
(Com Agência Estado)
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