Em um cenário onde a demanda por eletricidade cresce a cada ano, a China tem instalado painéis solares a uma velocidade inédita. No primeiro semestre de 2025, o país instalou 212 gigawatts de capacidade solar, superando a capacidade total dos Estados Unidos (178 GW). Este esforço tem mostrado resultados, com uma queda de 1% nas emissões de carbono nos primeiros seis meses de 2025, consolidando uma tendência iniciada em março de 2024.
A energia solar, já superando a eólica, se aproxima de se tornar a maior fonte de eletricidade limpa do país, enquanto a produção de energia eólica também aumentou consideravelmente. Especialistas, como Lauri Myllyvirta, analista do Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo, consideram essa uma tendência estrutural, sinalizando que, pela primeira vez, a China está conseguindo reduzir suas emissões enquanto mantém o crescimento econômico.
Apesar desse progresso, o país ainda enfrenta desafios. A China continua sendo altamente dependente de fontes de energia baseadas em carbono, o que representa um obstáculo para a descarbonização completa. Li Shuo, diretor do China Climate Hub, alertou que, embora as mudanças sejam promissoras, o país ainda tem um longo caminho a percorrer na transição para uma economia de baixo carbono.
O projeto solar no Tibete, além de ser um marco na produção de energia limpa, traz benefícios ecológicos. Os painéis solares atuam como barreiras contra o vento e ajudam a reduzir a evaporação do solo, favorecendo o crescimento da vegetação. O projeto também integra pastoreio, com o uso de "ovelhas fotovoltaicas", que pastam sob os painéis.
A China está investindo em grandes linhas de transmissão para levar essa energia solar para as áreas mais industrializadas do país, enfrentando desafios relacionados à infraestrutura elétrica, que ainda é adaptada à produção constante de plantas a carvão. A adaptação da rede elétrica para lidar com fontes de energia renováveis é um dos maiores desafios da política energética chinesa.
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão/Broadcast. Saiba mais em nossa Política de IA.
(Com Agência Estado)
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