Em uma feira em Taipé, ao lado do CEO da Marvell, Matt Murphy, Huang traçou sua visão para a infraestrutura de IA e destacou uma transição estratégica de cabos de cobre para comunicações ópticas.
"A IA útil chegou", disse Huang, ao citar o avanço de agentes autônomos de IA capazes de executar fluxos de trabalho e resolver problemas. Segundo ele, esse movimento faz com que a demanda pelos produtos da Marvell e da Nvidia "dispare".
A aparição conjunta na Computex, em Taiwan, nesta terça-feira, 2, evidenciou o papel central das redes de interconexão de próxima geração (network fabrics) na era da IA.
Murphy, cuja empresa, sediada em Santa Clara (Califórnia, EUA), é especializada em semicondutores para infraestrutura de dados e em tecnologia de redes de alta velocidade para data centers, abriu sua apresentação afirmando que a próxima grande onda de inovação em IA será movida pela interconexão.
Para ele, concentrar a análise apenas em processadores ou memória não captura o quadro completo da eficiência do hardware.
Ao abordar os desafios técnicos de escalar grandes data centers de IA, Huang disse que a computação está se tornando cada vez mais desagregada e distribuída e que, para integrar esses sistemas, a indústria terá de depender fortemente de conectividade avançada.
"É por isso que a Marvell é tão essencial", afirmou o CEO da Nvidia, ao dizer a Murphy: "É por isso que você vai ser a próxima empresa de um trilhão de dólares."
A Nvidia anunciou, em março, uma parceria estratégica com a Marvell e informou ter investido US$ 2 bilhões na companhia.
A ação da Marvell, que encerrou a segunda-feira, 1, com alta de 7%, avançou ainda mais no pós-mercado no sistema alternativo Blue Ocean, com ganho superior a 15%.
Ao comentar a migração do setor do cabeamento de cobre para a fotônica em silício (silicon photonics) na transmissão de dados, Huang defendeu uma abordagem pragmática e eficiente em custos: prolongar ao máximo a vida útil da arquitetura de cobre já instalada nos sistemas de IA e usar links ópticos, mais caros, apenas onde forem tecnicamente indispensáveis.
À medida que as cargas de trabalho de IA se tornam mais complexas, o cobre se aproxima de seus limites físicos, o que tende a acelerar a adoção de soluções optoeletrônicas.
"Você usa óptica onde precisa e usa cobre onde pode", disse Huang. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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