"Estamos enfrentando uma guerra comercial que não queríamos e não escolhemos", disse o ministro das Finanças e Receita Nacional, François-Philippe Champagne. "Tentamos chegar a acordo com os EUA. O primeiro-ministro, Mark Carney, e toda a equipe econômica trabalharam incansavelmente para isso. Mas, no fim, as condições impostas por Washington eram inaceitáveis."
Em nota, o governo canadense esclareceu que as contramedidas foram criadas para enfrentar as tarifas dos EUA "dólar por dólar, alíquota por alíquota", de maneira a amenizar o impacto da disputa comercial para produtores do Canadá no mercado local.
Assim, produtos de aço, alumínio, móveis e roupas estarão sujeitos a tarifa de 50%. Laticínios, peixes e frutos do mar terão alíquota de 25%. Outras contramedidas já existentes sobre determinados bens, como automóveis, continuarão em vigor e a estrutura de remoção de tarifas segue disponível, recebendo pedidos para "alívio excepcional".
O Canadá também anunciou um novo pacote de US$ 7,5 bilhões em medidas de apoio para empresas, com foco em levar suporte "rápido" para trabalhadores e empresários. O valor soma-se aos US$ 25 bilhões já providenciados pelo governo desde a implementação das tarifas dos EUA pela primeira vez no ano passado.
Na coletiva, as autoridades esclareceram que o suporte será abrangente e variado para levar suporte a pequenas, médias e grandes empresas, podendo ser expresso por meio de subsídios, empréstimos com taxa de juros zero, entre outras medidas.
(Com Agência Estado)
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