Na última quarta-feira, 18, o colegiado cortou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75%, na primeira redução em quase dois anos. O Copom havia afirmado que as evidências de transmissão da política monetária restritiva para a atividade haviam criado condições para essa "calibração".
"A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, tal como antecipado pelo comitê", diz a ata publicada nesta terça-feira (24). "O comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta."
O Copom destacou que a moderação no ritmo de crescimento tem sido heterogênea, com maior desaceleração em mercados sensíveis às condições financeiras. Isso, segundo o comitê, é compatível com o estágio atual da política monetária. Os indicadores disponíveis até agora sinalizam aceleração da atividade no começo de 2026, o que também está dentro do esperado e é compatível com um PIB positivo este ano, diz a ata.
A cúpula do BC reforçou que continua acompanhando "detidamente" o mercado de trabalho brasileiro, diante do desemprego historicamente baixo e da tendência de aumento dos rendimentos acima da produtividade.
"O comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia", diz a ata.
(Com Agência Estado)
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