As exportações para a China em janeiro de 2026 somaram US$ 650,33 milhões (crescimento de 44,9% em relação a janeiro de 2025), com o embarque de 119,96 mil toneladas (+31,6%). A participação da China, maior cliente da carne bovina brasileira no exterior, foi de 43,10% em volume e de 45,9% em receitas, em relação às exportações totais do setor.
A Abrafrigo destaca que as vendas de carne bovina para a China em 2026 serão limitadas pela cota de 1,1 milhão de toneladas, resultante da imposição de medidas de salvaguardas comerciais anunciadas pelo governo chinês. "Volumes extracota estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, o que deverá dificultar ou até mesmo inviabilizar os negócios acima do limite estabelecido", aponta a associação.
Os Estados Unidos, segundo maior importador da carne bovina brasileira, aumentaram significativamente suas compras de carne bovina brasileira. Incluindo os subprodutos bovinos, as vendas para alcançaram US$ 193,74 milhões (crescimento de 39,41%). Observando as vendas de carne bovina in natura para o país, o crescimento anual foi ainda mais acentuado, de 92,7%, para US$ 161,6 milhões.
Europa
A União Europeia reduziu suas compras de carne bovina in natura do Brasil em janeiro de 2026. Esta queda, no entanto, foi compensada pela venda de outros produtos, como a carne industrializada e o sebo bovino fundido. No total, as vendas para o terceiro maior mercado internacional da carne bovina brasileira alcançaram US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026 (crescimento de 26,4%).
Em seguida, os maiores importadores são Chile, Emirados Árabes Unidos, Egito e Países Baixos. A Abrafrigo contabiliza que 99 países aumentaram suas aquisições da carne bovina brasileira, enquanto outros 40 reduziram suas compras.
(Com Agência Estado)
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