Bom humor é o tratamento mais eficaz para qualquer doença. O grupo 'Operação Sorria', na estrada desde 2010, já capacitou cerca de 100 pessoas para trabalhar nos hospitais, levando alegria aos que mais necessitam. Neste sábado (22), o grupo formou a sexta turma, que ,além dos certificados, recebeu também os jalecos e narizes de palhaço que serão usados no trabalho. A cerimônia de formação aconteceu no Auditório Otaviano Costa, do Hospital do Câncer, em Cuiabá.
O Operação Só Ria consiste em levar a arte, a graça e o riso às crianças e jovens hospitalizados. Para entrar no clima, eles se vestem como médicos palhaços, e, de forma descontraída, divertem aqueles que se encontram fragilizados por conta do tratamento. Tudo com o aval dos pacientes.
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“A receptividade... é difícil de explicar, é maravilhosa. A gente acaba criando um elo de amizade, porque vai uma semana, na outra e eles continuam lá, porque para muitos o tratamento é longo. Então, vamos nos acostumando com eles, nos emocionando com as histórias de vida de cada um, e muitas vezes acaba sendo difícil porque também envolve perdas. Às vezes perdemos o paciente”, relatou Thainá, emotiva, pois, durante a semana, teve a notícia que uma das crianças internadas no Hospital do Câncer teve sua situação agravada.
Apesar do trabalho ser diferente e despertar o interesse das pessoas, não são todos que permanecem. Dos primeiros 75 membros, apenas 20 são integrantes fixos. São eles que se revezam nas ações de voluntariado.
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“Geralmente as pessoas tem interesse, mas com o tempo acabam não tendo disposição para ir todas as semanas. Tem que ter dedicação, porque não é fácil, tem que largar tudo depois de uma semana de trabalho. Além disso, é um trabalho voluntário. Só permanecem os que tem paixão, que sentem no coração”, definiu Thainá.
A INICIATIVA
Desejo no coração foi o que sentiu Aluízio Afonso de Carvalho, o idealizador da iniciativa, quando retornou de Belo Horizonte (MG), depois de participar de um congresso denominado “Terra dos Palhaços”, voltado para atores, em 2009.
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“O curso tem durabilidade de aproximadamente três meses, mas sempre estamos nos capacitando com a troca de experiências com outros grupos. Todos os anos trazemos grupos de fora para fazer essa reciclagem. No ano passado, foi o Doutores da Alegria, de São Paulo. E até o fim deste ano virá também outro grupo de São Paulo, para ministrar uma capacitação”, explicou.
Como se trata de uma iniciativa sem fins lucrativos, o Operação Só Ria conta com as contribuições de parceiros. No momento, tem apenas um fixo, que é o Studio Play, que disponibiliza o som e a iluminação para o trabalho. Os interessados em participar ou colaborar com o grupo podem ligar no telefone 8111-5101 e falar com a Thainá.
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