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Cuiabanália Domingo, 15 de Dezembro de 2013, 08:17 - A | A

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Domingo, 15 de Dezembro de 2013, 08h:17 - A | A

FOLCLORE DO FUTEBOL

Gol espírita marcado por Lito no Dutrinha ficou na memória da torcida

Jogador é considerado o maior centroavante que já pisou os campos de futebol de Mato Grosso

NELSON SEVERINO







Domingo de Dutrinha lotado para mais um clássico entre Mixto e Dom Bosco pelo Campeonato Mato-grossense de 1965. Jogo normal, com a confirmação da lógica: goleada do Mixto pelo elevado placar de 6x0, depois de uma primorosa exibição.

Dos seis gols marcados pelo alvinegro, um ficou gravado na memória de muitos torcedores tanto do Mixto quanto do Dom Bosco por muito tempo e quem sabe hoje: foi um gol espírita, marcado por Lito, conforme conforme denominação dada pela crônica esportiva escrita e falada na ocasião.

Lito, que encerrou a carreira muito cedo, por causa de contusões que não lhe davam tréguas – seus companheiros diziam que ele se machucava até na hora de calçar as chuteiras nos vestiários... – é considerado pelo roupeiro mixtense Lisboa como o maior centroavante que já pisou os campos de futebol de Mato Grosso.

Reprodução/Arquivo Choppão

Mais um clássico entre Mixto e Dom Bosco pelo Campeonato Mato-grossense de 1965

Vivendo as duas fases de ouro do futebol de Mato Grosso – a do amadorismo e a do profissionalismo e convivendo com os grandes craques das duas eras, Lisboa garante que Leônidas (Mixto), Bife (Operário e Mixto) e Adilson (Dom Bosco) eram uns verdadeiros gênios jogando bola, mas nenhum deles pode ser comparado a Lito.

Nos poucos anos de atividade no futebol, Lito, filho de família “bem de vida”, Lito sempre recebeu os cuidados da mais avançada medicina esportiva da época, mas não tinha jeito: estava sempre machucado.

Suas contusões eram tão freqüentes que seus companheiros brincavam que Lito se machucava até dormindo. “Ele deitava bom e acordava machucado...” – lembra também Lisboa.

No desespero para se livrar das contusões, Lito recorreu até para macumbeiros, submetendo-se a rituais que lhe causavam muito medo, mas foi vencido pelo que ele considera sua sina.

Lance comum na área do Dom Bosco, em mais um ataque do Mixto. A bola já estava cruzando a linha de fundo em câmara lenta, a meia altura, e a defesa do azulão parou. Até porque a bola não oferecia mais nem um perigo.

Mas o centroavante Lito, aproveitando o descuido dos dombosquinos, correu e conseguiu puxar a bola para dentro do campo, com um leve toque de calcanhar.

Mesmo sem ângulo, Lito bateu de “trivela” na bola e conseguiu mandá-la para as redes do azulão, fazendo um gol praticamente impossível. Por isso, foi batizado pela crônica esportiva de gol espírita...



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Antonio Lustosa 24/01/2014

Vivi essa era de ouro do futebol de Mato Grosso e vi muitos craques no Dutrinha como Irair, Guegué, Baicere e tantos outros.Esse gol espírita eu não vi por que deve ter sido invisivel, mas o jogador que marcou esse sim era crack.

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