A família de uma gestante que morreu nesse domingo (19), denunciou negligência por parte da saúde de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). Eles relataram que a jovem estava na 37ª semana da gravidez quando procurou o atendimento. A mulher, segundo eles, tinha sinais claros de parto, mas enfrentou uma longa espera antes de ser transferida para um hospital. O recém-nascido não resistiu a cesariana de urgência. A mulher mãe faleceu dias depois por complicações, motivando pedidos de investigação imediata aos órgãos competentes.
Segundo o relato de parentes, a paciente deu entrada na UPA no dia 5 de abril, Domingo de Páscoa, apresentando contrações intensas, ela passou por triagem pouco tempo depois, mas houve demora na avaliação por um profissional que pudesse decidir a conduta médica adequada, porque não havia médico obstetra de plantão. Foi necessário aguardar um profissional de sobreaviso, então o casal resolveu procurar atendimento na rede privada.
Mais tarde, por conta de questões financeiras, eles foram obrigados à retornar à UPA e a mulher foi internada, já que foi identificado agravamento do quadro clínico dela. Foi constatado que o feto, de mais de 3 quilos, já estava sem vida, o que teria causado uma infecção generalizada na mãe, que faleceu 13 dias de internação em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).
AMBIENTE HOSPITALAR FOI IMPROVISADO
Em vídeo que circula nas redes sociais, imagens mostram o interior de uma caminhonete dirigida por um homem. No banco do passageiro, está a mulher grávida, com o ventre bastante proeminente, indicando uma gestação avançada. Ela está com um acesso venoso na mão e há uma bolsa de soro pendurada no suporte do quebra-sol do carro, improvisando um ambiente hospitalar móvel.
VEJA VÍDEO
O motorista filma com uma das mãos enquanto dirige por uma rua residencial, ele diz: “Tamo indo embora, tô levando ela aqui, ó. Tá quase ganhando neném, ó. Caçar outro hospital aí, porque o negócio aqui tá feio, mano."
Diante da tragédia, a família formalizou denúncias para que a Polícia Civil abra um inquérito policial e o Ministério Público instaure um procedimento investigativo. O objetivo é apurar se a unidade mantinha escala médica suficiente no momento do atendimento e se houve omissão ou erro de diagnóstico.
Caso as investigações comprovem que houve negligência, imprudência ou imperícia por parte dos profissionais envolvidos, os responsáveis poderão ser indiciados por homicídio culposo, conforme estabelece o Código Penal Brasileiro. A análise técnica buscará identificar se a estrutura da UPA era adequada para o suporte inicial exigido ou se houve falha na gestão do fluxo de urgência obstétrica.
Até o momento, a direção da UPA e a Prefeitura de Tangará da Serra não emitiram notas detalhadas sobre a sequência cronológica dos fatos ou sobre a disponibilidade de especialistas no dia da ocorrência.
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