Estudantes denunciaram à administração superior da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) a presença de desenhos de suásticas e símbolos nazifascistas no Centro Acadêmico de História (CAHIS), em Cuiabá. Os atos de vandalismo e apologia ao ódio foram registrados na última semana, levando à abertura de um processo administrativo.
Após a formalização da denúncia pelos estudantes, o Centro Acadêmico realizou um mutirão de limpeza no espaço nesta segunda-feira (20), reafirmando seu posicionamento contra qualquer forma de discriminação e intolerância dentro do ambiente universitário.
Os registros de apologia ao nazismo começaram na segunda-feira (13) e se repetiram no dia seguinte, indicando uma ação deliberada dentro da sala do CAHIS. Além da suástica, foram identificados símbolos associados ao fascismo italiano e à Falange espanhola desenhados em uma parede destinada à livre expressão dos alunos.
Em nota oficial, o Centro Acadêmico repudiou os atos, classificando-os não como "brincadeira" ou "provocação", mas como um crime federal previsto na Lei nº 7.716/1989. A entidade enfatizou que o espaço acadêmico jamais será conivente com ideologias que atacam a dignidade humana e a memória histórica.
Diante da gravidade dos fatos, o caso foi encaminhado à Coordenação do Curso, à Chefia do Departamento e à Direção do Instituto, que agora trabalham em conjunto com a Reitoria para identificar os responsáveis. A gestão superior da UFMT é quem conduzirá os desdobramentos jurídicos e disciplinares, uma vez que a prática de apologia ao nazismo fere os direitos fundamentais e o regimento interno da instituição.
O mutirão de limpeza realizado pelos estudantes serviu como um ato simbólico, visando restabelecer o caráter democrático e seguro do Centro Acadêmico para toda a comunidade estudantil.Como historiadores em formação, os membros do CAHIS reforçaram o compromisso ético de não silenciar diante de discursos de ódio que pregam a exclusão e o extermínio.
A mobilização estudantil atraiu o apoio da União Estadual dos Estudantes (UEE-MT) e de outras representações acadêmicas, que cobram celeridade na apuração dos fatos. A partir de agora, qualquer novo esclarecimento sobre o andamento do processo administrativo ou possíveis punições aos envolvidos ficará sob o comando direto da administração central da UFMT, que monitora a segurança nos campi para evitar a reincidência de manifestações nazifascistas.
Por conta da greve dos técnicos, foi impossível contactar a Universidade para esclarecimentos.
*Com informações do FolhaMax
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