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Cidades Domingo, 19 de Julho de 2015, 17:00 - A | A

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Domingo, 19 de Julho de 2015, 17h:00 - A | A

23H

Toque de recolher seria saída para diminuir crimes de VG, analisam moradores

MAX AGUIAR

A alta criminalidade na cidade de Várzea Grande, principalmente nos arredores de bares, lanchonetes e praças, culminou na volta da discussão sobre o toque de recolher, que acabou sendo aprovado na Câmara de Vereadores. Apesar de polêmica, a medida foi bem aceita por populares e especialistas em segurança pública, que acreditam que o número de homicídios e roubos que aconteciam nesses locais após as 23 horas irá cair.

 

Mayke Toscano / Assessoria

operação asfixia / policia militar / policial / bandido

Rondas e fiscalização em bares e lanchonetes da cidade industrial também é uma pedida da população

 

Os bairros mais vulneráveis a esses tipos de crimes são os da periferia. Apesar de ter ocorrido uma queda de 40% nos crimes de assassinato durante o primeiro semestre na Cidade Industrial - em comparação com o ano passado -, a lei aprovada pode facilitar os trabalhos da Polícia Militar no que tange a venda de bebida alcoólica e festa na porta de bares. Na maioria das vezes, o crime acontece após uma discussão por motivo fútil.

 

“O autor do crime não precisa estar armado no local. Ele sai, volta armado ou com amigos, que passam e atiram. Esse tipo de crime era comum. Fechando os bares e proibindo bebidas após as 23h, o trabalho da PM melhora e assim eles conseguem se concentrar em outras vertentes, como abordagem e rondas. E não ficar cuidando beira de bar”, disse uma moradora do bairro Cristo Rei. 

 

Mayke Toscano / Assessoria

operação asfixia / policia militar / policial / bandido

Vale ressaltar que abordagens feitas na Operação Asfixia resultou em 40% na redução dos homicídios da cidade

 

Figueirinha, Mapim, São Matheus, 24 de Dezembro, 13 de Setembro, Jardim Glória, Passagem da Conceição e Jardim Marajoara. Esses são os bairros que mais computaram crimes em bares e lanchonetes no ano de 2014, conforme levantamento da Polícia Militar.

 

Alguns crimes também acontecem em boates que tocam funk ou lambadão. O mais recente aconteceu em uma casa de shows de lambadão, instalada no bairro Água Vermelha. Após uma discussão, um rapaz foi executado no meio do baile. O crime aconteceu em abril e ninguém foi preso ainda.

 

Outro fato marcante aconteceu no bairro Mapim. Após a comemoração da vitória de um time de futebol, em um bar do bairro, houve uma discussão e uma troca de tiros desenfreada. Três pessoas se feriram e quatro foram presos, sendo todos armados. Esse fato aconteceu em novembro de 2014 e impulsionou os vereadores a aprovarem o projeto de inciativa popular do 'Toque de Recolher'. Em 2012, o deputado Taborelli, então vereador por Várzea Grande, tentou aprovar a mesma matéria, mass foi duramente criticado.

 

Outro fator que atormenta os moradores da cidade são as prováveis vinganças, tendo em vista que “quem fala demais, pode sofrer represálias”.

 

“Crimes em Várzea Grande às vezes é demorado para ser solucionado por que a 'lei do silêncio' ainda impera na cidade. Muitos têm medo de falar, porque sabem que podem ser mortos por isso. Essa lei pode nos ajudar até em outros fatores, pois o comerciante que desobedecer poderá sofrer judicialmente por manter o bar aberto fora do horário e poder provocar um novo crime”, disse Anaíde Barros, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. 

 

Entre o rol de crimes em bares após as 23h, um dos maiores aconteceu no ano passado e ainda não foi elucidado. O caso ficou conhecido como 'a chacina do São Matheus', onde cinco morreram. No total, foram oito baleados. “Até hoje isso nos assombra aqui”, conta um morador do bairro, que registrou 25 mortes no ano passado.

 

No dia 19 de fevereiro de 2014, por volta das 23h45, conforme informações da Polícia Militar, quatro homens entraram em um bar e atiraram para todos os lados. Três pessoas morreram no local e outras duas no Pronto-Socorro de Várzea Grande, logo após dar entrada na unidade de saúde.

 

“Antes de atirar, eles pediram que todos fossem pra parede e, no paredão, atiraram várias vezes, inclusive com tiro de espingarda calibre 12. Todos de coturno e máscara”, contou uma moradora na época.  

 

Na hora, três dos feridos morreram, sendo o dono do estabelecimento e dois clientes. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi ao local para prestar socorro às vítimas.

 

“Estamos falando de um crime que ainda não temos os autores, mas as investigações nunca pararam. O caso é complicado, lá é periferia, ninguém fala nada, mas já temos algumas ordens de trabalho que vão nos levar para uma situação de fechar o inquérito. A lei do silêncio é o pior adversário da polícia”, comentou a delegada Anaíde Barros, titular da DHPP.

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