Cidades Quarta-feira, 27 de Abril de 2011, 08:00 - A | A

Quarta-feira, 27 de Abril de 2011, 08h:00 - A | A

CONTRAPONTO

Sindicalista acusa Câmara de abandonar sistema público de água

Parlamento não consome água fornecida pela própria Sanecap e 'abandona' população

Secom/Câmara
Presidente da Câmara rebate denuncia de presidente de sindicato sobre dívidas

A Câmara de Vereadores de Cuiabá é o primeiro órgão a abandonar o sistema público de fornecimento de água. A denúncia é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental (Sintaesa), Ildeueno Fernandes.

Fernandes reagiu ao tomar conhecimento da possibilidade de o presidente do Legislativo cuiabano, Julio Pinheiro (PTB), processá-lo civil e criminalmente por causa de denúncia feita pelo sindicalista. Ele disse que Câmara Municipal deve R$ 137.497,77 à Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), empresa estatal que está na iminência de ter os serviços terceirizados pela Prefeitura de Cuiabá, que detém maioria das ações.

Segundo Ildeueno, o presidente da Câmara precisa administrar melhor e ter conhecimento do que ocorre no Legislativo. “A partir do momento em que ele (presidente da Casa) admite a perfuração de um poço para subtrair água, é se afastar do povo”.

Ildueno se refere a faturamento cruzado praticado pela Sanecap, que consiste a taxar maiores valores para quem mais consome o produto e dar meios ou subsidiar as classes menos favorecidos, aqueles que menos consomem água em Cuiabá.

Na tarde desta quarta-feira (26), Julio Pinheiro foi à tribuna e garantiu que a Câmara não possui qualquer débito em atraso com a Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) e acusou Ildueno Fernandes de Souza como autor da falsa denúncia, durante audiência pública, no Palácio Pascoal Moreira Cabral.

O Hipernoticias teve acesso às contas da Câmara Municipal junto à Companhia de Saneamento da Capital. Constam dívidas nos valores de R$ 137.497,77. Veja aqui

Segundo o presidente da Câmara, a dívida não pertence à Câmara. Ele afirma que o suposto apontado pelo sindicalista é de um imóvel situado na Avenida Getúlio Vargas, área central da cidade, pertencente à Secretaria da Receita Federal.

Para ocupar temporariamente aquele prédio, antes de se transferir para o atual Palácio Pascoal Moreira Cabral, a Câmara firmou convênio com a Prefeitura, assegurando que o valor do aluguel (R$ 5 mil), assim como o valor da conta de água, já fosse descontado do duodécimo repassado ao Poder

Mas o presidente do Sindicato contrapõe a defesa do presidente da Casa. Segundo Ildueno, já faz muito tempo em que a Câmara mudou de prédio e até o momento não teve o cuidado de retirar o nome do cadastro de inadimplentes da Sanecap.

“Ora, eles mudaram de prédio e agora não querem pagar os débitos. Imagine uma pessoa sai do CPA para outro bairro e não honra contas atrasadas. Será que vai ser perdoada?”, indaga.

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