Uma mulher identificada como Viviane Siqueira Santana interrompeu o discurso do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), para denunciar o mal atendimento na saúde pública do município. Ela afirmou que frequentava o pronto atendimento há três meses por conta de dores crônicas, para as quais eram receitadas medicações intravenosas. Durante uma consulta com uma médica, Viviane relatou que a profissional tentou vender Mounjaro a ela, afirmando que as dores seriam decorrentes da obesidade.
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Mounjaro é um medicamento injetável frequentemente receitado para o tratamento de diabetes tipo dois e obesidade/sobrepeso. Ele regula o açúcar no sangue, aumenta saciedade e retarda o esvaziamento gástrico, resultando em perda de peso significativa e melhor controle glicêmico. O Mounjaro não está disponível no Sistema Único de Saúde, uma unidade chega a custar até 1800 reais. Viviane disse que não foi a única paciente que a médica ofereceu o medicamento.
A paciente diz representar a comunidade do Pedregal em sua denúncia e demonstrou revolta sobre o descaso com relação às Unidades de Pronto Atendimento. Segundo a moradora, os cidadãos têm dificuldade de conseguir consultas médicas e outros atendimentos, além de serem mal acolhidos nas unidades.
Ela também afirmou que quando o Centro Especializado em Reabilitação (CER II) do bairro Planalto na capital foi desativado e os pacientes realocados, não houve orientações ou informações claras que comunicassem onde deveriam procurar atendimento dali em diante e a comunidade ficou desamparada.
Na ocasião, o prefeito Abílio respondeu às denúncias. Ele se ofereceu para acompanhar Viviane na realização de um boletim de ocorrência contra a médica. Quanto ao CER Planalto, o prefeito explicou que o local era alugado, quando a unidade foi realocada não teriam mais controle do que seria feito com lugar, então não puderam colocar cartazes orientativos. Optaram por orientar profissionais das Unidades Básicas de Saúde (postinhos) e de outros canais de informação.
“Denúncia precisa ser apurada. Se isso aconteceu com outras pessoas, isso é ainda mais grave. E nós vamos investigar”, declarou.
O QUE DIZ O CRM
Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso informou que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado.
O Conselho ressaltou que não recebeu denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais e reforçou que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas. Eles informaram que caso sejam apresentados indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, as medidas cabíveis serão adotadas.
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