A equipe médica do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (480 km de Cuiabá), afirmou que o estado de saúde do cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, é estável. Segundo eles, Raoni respira sem aparelhos, mas ainda não conseguiu retomar a alimentação. Não há previsão de alta.
O cacique foi internado na tarde de domingo (14) após apresentar uma obstrução gástrica que provocou episódios de vômito. Durante o quadro, ele aspirou parte dos alimentos e o quadro evoluiu para pneumonia.
"Ele está estável. Está respirando sem a necessidade de nenhum tipo de aparelho, mas, neste momento, ainda permanece em jejum", informou o diretor técnico do hospital, doutor Douglas Yanai, na manhã desta terça-feira (16).
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Esta é a terceira internação de Raoni em 2026. Conforme os especialistas, a idade avançada e outras condições de saúde associadas tornam o tratamento mais delicado e aumentam os riscos de novas complicações.
“Estamos falando de um senhor com mais de 90 anos. Isso o torna mais frágil e exige cuidados redobrados. Nosso objetivo é restabelecer sua saúde para que ele possa retomar suas atividades e sua rotina da melhor forma possível”, explicou Yanai.
Raoni permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os profissionais também desmentiram informações de que o cacique teria sido intubado. A equipe informou ainda que ele será submetido a uma endoscopia para avaliar as condições do estômago. O exame deverá indicar se haverá possibilidade de interromper o jejum e iniciar a reintrodução gradual de alimentos na dieta.
O resultado do procedimento será fundamental para orientar os próximos passos do tratamento e definir a evolução do quadro clínico do líder indígena.
INTERNAÇÕES ANTERIORES
O cacique já esteve internado no mesmo hospital em maio. No dia 7, Raoni deu entrada na unidade após o agravo de dores no abdômen causadas por hérnias. O acompanhamento foi paliativo já que a extração das hérnias não é indicada pelos riscos envolvidos na cirurgia.
No fim do mesmo mês, ele foi internado na UTI com um quadro de pneumonia. Raoni tinha Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e insuficiência cardíaca, corrigida com marcapasso. Por conta do seu estado de saúde já debilitado e doenças pré-existentes, a possibilidade de intervenções médicas foi limitada.
Durante todo o período de internação, Raoni permaneceu sob monitoramento intensivo de uma equipe multiprofissional, que reverteu com sucesso o quadro de desconforto respiratório e gastrointestinal que motivou sua hospitalização.
No fim de maio, o cacique recebeu alta depois de apresentar uma evolução clínica considerada satisfatória. O líder indígena deixou a unidade em condições estáveis e embarcou em um transporte aéreo assistido de volta à sua região de residência com ressalvas. Foi recomendado cuidado com doenças infectocontagiosas, realização de viagens longas e um protocolo severo de fisioterapias.
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