Todos que estavam no município de Lucas assinaram uma moção de repúdio contra a ação policial. Nos próximos dias, este documento será entregue nas sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Superintendência da Polícia Federal, ambos em Cuiabá, além de outros órgãos que ainda serão definidos.
O vice-governador eleito, Carlos Fávaro (PP), esteve no manifesto e declarou apoio à causa. De acordo com ele, a questão fundiária está relacionada como prioridade no plano de governo de Pedro Taques (PDT). O projeto do novo governo é tentar regularizar o maior número possível de assentamentos. Fávaro disse que o primeiro a ser analisado será justamente o assentamento localizado no município de Itanhangá.
Os prefeitos de Sorriso, Dilceu Rossato; de Nova Mutum, Adriano Pivetta; de Ipiranga do Norte, Pedro Ferronatto; de Vera, Nilso Vígolo, entre outros estiveram também no manifesto, se disseram indignados e repudiaram a forma como se deu a operação com a prisão de pessoas que seriam inocentes.
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) não esteve no evento, mas mandou uma mensagem informando que no próximo sábado será realizada uma audiência pública, em Itanhangá, para tratar sobre o assunto. É aguardada a presença de representantes do Incra e do governo.
Durante a manifestação, foram penduradas faixas e cartazes na frente da câmara, com os dizeres “Somos trabalhadores e não bandidos”; “A população acredita no caráter dos produtores”; “Itanhangá – Não somos bandidos, somos trabalhadores”, entre outras. Eles estão expondo que não são contrários a investigação das denúncias, mas alegam que "há pessoas inocentes entre os que foram presos”.
O último boletim, divulgado hoje à tarde, pela superintendência da Polícia Federal, aponta que 34 pessoas foram presas entre políticos, fazendeiros e servidores públicos pela comercialização de áreas da reforma agrária na região de Itanhangá. "A Polícia Federal agora irá concentrar-se na análise dos depoimentos e materiais apreendidos, para que assim o inquérito seja relatado e encaminhado aos órgãos judicantes competentes", informa a assessoria.
O prejuízo aos cofres públicos pode alcançar R$ 1 bilhão. O governo deu terras para assentados que acabaram vendendo-as para fazendeiros e empresários. A investigação apurou eles procuravam obter uma verdadeira “reconcentração fundiária” de terras da União que haviam sido destinadas à reforma agrária. Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam essas áreas.
Entre os que foram presos estão os irmãos Odacir e Milton Geller, que foram encaminhados ao Centro de Custódia de Cuiabá, no bairro Carumbé. Odacir reside em Lucas do Rio Verde e Milton (que foi prefeito de Tapurah), em Nova Mutum. O advogado deles Edy Piccini negou o envolvimento nas irregularidades e expôs que a empregada de Odair é a real exploradora da área. "Ela tem raízes no município e tem o terreno lá", declarou à Agência Estado, acrescentando que a as denúncias contra ambos tinha como objetivo "atingir o ministro". O ex-prefeito de Lucas, Marino Franz, também acabou preso. Em nota, a empresa que ele comanda, a Fiagril, negou com veemência as acusações. A Polícia Federal informou que o ministro Neri Geller não foi investigado na operação “Terra Prometida”.
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Jânio 02/12/2014
Eu confio na PF e não é nenhuma novidade latifundiários cometerem crimes deste tipo ! A lei tem que ser cumprida e lugar de criminoso é na cadeia ! Chega de corrupção a lei tem que ser para todos!
NEIDE MARIA 02/12/2014
Fechar/interditar a BR. Por que, os viajantes que por ela passam devem alguma coisa à PF? Isso é se rebaixarem ainda mais do que estar preso! Coisa de gentalha!
Maria 02/12/2014
Até onde vai o puxa saquismo!Só porque são políticos ou parentes desses podem estar acima da Lei. Se realmente são inocentes só as investigações poderão provar.E, se presos, já exercem tamanha influência, imaginem soltos.
Tito Lampreia 01/12/2014
Vai ficar mais fácil para PF pegar o restante dos grileiros graúdos !
4 comentários