A macaca-aranha de testa branca Chicó passou 20 anos presa em um bar de beira de estrada em Sorriso (A 400 Km de Cuiabá), onde era forçada a consumir álcool e fumar narguilé como atração para clientes. Resgatada pelo Ibama, ela foi levada para o BioParque Vale Amazônia, no Pará, onde enfrentou um dos processos de reabilitação mais desafiadores já registrados.
O caso foi compartilhado pelo jornalista José Roberto de Tolet, no episódio 58 do podcast A Hora, do UOL.
Chicó não se reconhecia como macaca. Criada entre humanos desde filhote, provavelmente após a mãe ser morta por caçadores, ela demorou meses para aceitar sua própria espécie e superar sintomas de abstinência alcoólica.
No bioparque, com apoio de veterinários e tratadores, Chicó foi gradualmente introduzida a um grupo de macacos-aranha. Após três meses, foi aceita pela líder Mariana e hoje vive integrada, mas sem condições de voltar à natureza.
Sua história ilustra um problema maior: muitos animais resgatados nunca aprenderam a ser selvagens. Dos 400 animais recebidos pelo bioparque, apenas 100 foram reintroduzidos na floresta. Os outros 300, como Chicó, permanecem sob cuidados humanos, tornando-se verdadeiros “bancos genéticos” para espécies ameaçadas.
Além dos macacos-aranha, o BioParque Vale abriga onças-pintadas, suçuaranas e araras-azuis, todas com histórias de resgate e reabilitação que reforçam a importância da conservação.
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