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Cidades Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2022, 09:15 - A | A

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2022, 09h:15 - A | A

INDÍGENA BOLSONARISTA PRESO

Líderes da etnia Xavante repudiam atos antidemocráticos de Cacique Tserere: "falso profeta"; veja vídeos

Em ambas gravações os indígenas chamam Tserere, que é pastor em Campinápolis, de falso profeta e minoria entre eles

MÁRCIA TOMAZ
Da Redação

Lideranças indígenas da etnia Xavante de duas comunidades de Mato Grosso repudiam a atitude de José Acácio Serere Xavante, conhecido como cacique Tserere, preso na segunda-feira (12), em Brasília, por atos antidemocráticos. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, o indígena Cleninho Xavante, que se apresenta como líder jovem da Terra Indígena Parabubure, de Campinápolis (1.064 km de Cuiabá), pede ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que não considere as manifestações como de parte de seu povo.

Outro vídeo que circula é do indígena Vanderlei Temirite, da comunidade de Marãiwatsédé, na região do Araguaia, também se manifestou dizendo que Serere não faz parte da liderança da comunidade e não representa a etnia Xavante. Além disso, Vanderlei declara que o apoio dos indígenas a Bolsonaro (PL) é minoria entre as comunidades, "além de ser vergonhosa".

Em ambas gravações, os indígenas chamam cacique Tserere de falso profeta. Natural de Poxoréu, o indígena, que é pastor evangélico e filiado aos Patriotas, já foi candidato a prefeito de Campinápolis, porém, ficou em terceiro lugar, com 689 votos. 

No vídeo gravado Vanderlei Temirite, ele afirma que fala em nome da comunidade de Marãiwatsédé e que a maioria da etnia Xavante votou e apoia o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ele não é líder, não é cacique geral, não é o líder no estado de Mato Grosso. Não pode fazer isso para usar o nome da etnia. Está manipulando lá em Brasília, está manifestando, isso é minoria. Maioria está aqui apoiando o presidente Lula, pare com isso”, disse no vídeo.

O indígena também classifica os protestos realizados pelos indíegenas como vergonhosos.

“O povo Xavante de Marãiwatsédé está apoiando o presidente Lula, alguns estão manifestando lá em Brasília, é minoria, não pode usar isso, está errado o que vocês estão manifestando lá. Os Xavantes, que são minoria, que estão manifestando, é vergonhoso. Esta vergonha que está aí, não pode fazer isso, tem que ter união, é isso que eu queria falar em nome da comunidade de Marãiwatsédé”, declara.

Já o vídeo do indígena Cleninho Xavante, publicado na rede social do Tik Tok chamada “O mundo Xavante”, manda um recado ao ministro Alexandre de Moraes em nome do povo xavante.

“Eu quero mandar um recado para o Alexandre Moraes, que representa as eleições. Aqui é o povo Xavante, que está sempre lutando pelos nossos direitos indígenas. Então, eu falo para o senhor, para o respeito da minha comunidade, do povo Xavante, que nós votamos 100% no presidente Lula. Eu peço ao senhor não ouvir o falso profeta Serere, que vem falando que representa a comunidade do povo Xavante. Nós da aldeia é que luta, que vive da nossa cultura. O Serere vive na cidade, ele vive como se fosse um pastor. Essa é a comunidade do povo Xavante que vive suas tradições. Por favor, não ouça a minoria de Xavante que está lá em Brasília lutando em prol do Bolsonaro”, ressalta o indígena no vídeo.

ENTENDA O CASO

A prisão do Cacique Tserere foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), após o indígena gravar um vídeo incitado manifestantes armados a agirem para impedir a diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida também na segunda-feira.

LEIA MAIS: Prisão de indígena mato-grossense dá início à série de ataques de vândalos em Brasília; veja vídeo

A prisão ocorreu em Brasília, no acampamento onde de apoiadores de Bolsonaro estão desde o fim do segundo turno das eleições, ocorrido em 30 de outubro. Depois da prisão, uma série de protestos ocorreram na capital federal, os manifestantes depredaram diversos veículos estacionados próximos à sede da Polícia Federal, em Brasília, além de tentarem invadir o órgão.

VEJA VÍDEO: 

 

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