O relatório sobre a fuga em massa da Penitenciária Central do Estado na madrugada de 20 de agosto de 2012 foi concluído pela Gerencia de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Judiciária Civil (PJC). O documento aponta que o plano que deu fuga a 35 detentos da unidade prisional foi arquitetado ao longo de oito meses por presos recolhidos no Raio 3 e teria custado cerca de R$ 500 mil.
A investigação comprovou que a ação foi financiada pelo ladrão de banco, Lindomar Alves de Almeida, 33, conhecido por “Nenezão”, considerado um dos maiores assaltantes de banco do Brasil que está recolhido em uma penitenciária de segurança máxima, no estado da Bahia, desde novembro de 2012.
De acordo com as investigações da PJC, Lindomar Alves de Almeida planejou libertar membros da quadrilha do “novo cangaço”, presos na PCE desde o ano de 2010. Na ocasião, a PJC desarticulou, na operação “Lacraia”, uma das quadrilhas mais atuantes no Estado liderada por Sílvio César Araújo, o “Cabelo de Bruxa”.
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A FUGA
Conforme investigações, a fuga foi executada pelos detentos Sérgio Nunes da Silva, o “Lacraia”, Cecliênio Lourenço de Araújo, o “Timpa” e o “Cabelo de Bruxa”. Todos eles tinham o apoio do lado de fora dos criminosos Lindomar, Pedro Antônio dos Santos, Sinval Machado Xavier e Junior Farias de Almeida.
A fuga foi articulada em três frentes distintas: uma responsável por adquirir carros e as placas clonadas, outra com a incumbência de arregimentar pessoas do lado de fora que dessem apoio na fuga e outra encarregada de adquirir o armamento. Já os explosivos foram adquiridos no Paraguai, conforme relata um dos presos envolvidos no esquema de fuga.
Conforme o inquérito, os infratores, utilizaram-se de cerca de 25 quilos de explosivos, destruíram parte do muro lateral da PCE e resgataram dezenas de presos, que serraram a grande da cela 10, do Raio 3. Após serrarem, os presos aguardaram a explosão no corredor da unidade e mediante escalada do alambrado tiveram acesso à via pública pela abertura no muro danificado.
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Todos fugiram com o apoio de pelo menos 15 carros e 3 motocicletas efetuando ainda disparos de arma de arma de fogo em desfavor de servidores da segurança pública que trabalhavam no local.
PRISÃO PREVENTIVA
Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas e quatro delas tiveram mandados de prisão preventiva solicitados pelo delegado Gianmarco Paccola Capoani, que conduziu as investigações pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Conforme dados estatísticos apontados no relatório policial, dos 35 detentos envolvidos na fuga da PCE, 72% foram recapturados, 17% foram mortos durante investidas em ações criminosas e 11% ainda estão foragidos.
A investigação também revelou que 37% dos reeducandos possuíam vínculo com crimes de roubos/furtos contra instituições bancárias e 90% dos indiciados soltos (identificados até o momento) e que participaram do atentado na PCE possuem registros criminais em roubos a banco.
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Conforme apurado, os quatro (Pedro, Sinval, Junior e Lindomar) tiveram pedido de prisão preventiva representado no final da investigação. “Considerando que os indiciados são indivíduos de alta periculosidade e que atentaram contra o Estado Democrático de Direito, e que certamente ameaçarão testemunhas e continuarão a delinquir no submundo do crime organizado e que o fato gerou grande clamor público, causando uma sensação de insegurança evidente, além de arriscar a vida de servidores públicos e cidadãos”, justifica o pedido.
Dos quatro, apenas Cabelo de Bruxa está foragido.
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