Domingo, 31 de Agosto de 2025
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,44
euro R$ 6,36
libra R$ 6,36

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,44
euro R$ 6,36
libra R$ 6,36

Cidades Quinta-feira, 04 de Setembro de 2014, 17:45 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 04 de Setembro de 2014, 17h:45 - A | A

É O FIM

Grupo Modelo entra com pedido de falência na Justiça

Cerca de 1.000 funcionários estão recorrendo para receber direitos trabalhistas

ELIANA BESS


O Grupo Modelo pediu falência na quarta-feira (3) junto a Vara Especializada de Falência, Recuperação Judicial e Cartas Precatórias de Cuiabá. Agora, o processo aguarda definição do juiz Flávio Miraglia Fernandes, responsável por acatar ou não o pedido. Além das instituições financeiras tidas como causadoras do impacto financeiro ao grupo, por requerer pagamento, cerca de 1.000 funcionários estão recorrendo para receber direitos trabalhistas.

Nesse caso, não há estimativas dos valores totais que o Grupo terá que pagar, já que depende do tempo de serviço de cada um dos trabalhadores. Em três casos, o montante somado é de R$ 25 mil, sendo dois de R$ 8 mil e outro de R$ 9 mil.


O pedido de autofalência foi o que restou depois de tentativas iniciadas em 2013 para recuperar financeiramente a empresa, que não prosperaram. O grupo inclusive, tentou conseguir um investidor para os negócios.

No entanto, as ações judiciais impetradas por credores são apontadas como a grande causa da derrocada da empresa. Em uma liminar deferida em favor do Banco Safra, por exemplo, todas as lojas da rede deixaram de receber cartões de crédito e débito das bandeiras Visa e Mastercard para o pagamento de compras pelos clientes. Isso para evitar que o dinheiro recebido fosse transferido diretamente para outra instituição financeira, o que, segundo os representantes do Modelo, inviabilizava as operações dos supermercados. A maior parte de passivos, aproximadamente R$ 184 milhões, segundo divulgado pelo Grupo, corresponde a débitos com as instituições financeiras.

Assessoria

Depois de duas tentativas de recuperação judicial, Grupo decreta falência

Agora, a briga na justiça é travada também pelos cerca de 1.000 funcionários que querem receber os direitos trabalhistas. “Cento e vinte deles já deram entrada e cerca de 800 já chegaram aqui no sindicato”, revelou Carlos Ricardi de Souza Pizzatto, do setor jurídico do Sindicato dos Empregados do Comércio de Cuiabá (Secc).

O advogado explicou que o processo de falência não difere muito do de recuperação em se tratando de causas trabalhistas. Ao dar entrada, o funcionário do Modelo vai a Caixa Econômica Federal para receber o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que demora cinco dias para o dinheiro cair na conta. De posse do comprovante, ele dá entrada no Seguro Desemprego.

Em relação ao acordo das verbas indenizatórias, compreendendo multa de 40%, salário e férias que não foram pagos, FGTS não recolhido e aviso prévio, é mais demorado para receber. De posse do acordo o juiz emite uma certidão de crédito que vai para a Vara de Falência no Fórum de Cuiabá e entra para a lista de credores.

“Aí só liquidando as lojas para efetuar o pagamento dos credores, sendo a prioridade para os funcionários”, pontuou Carlos Ricardi, ao afirmar que a Justiça do Trabalho também está tratando a situação com sensibilidade, agendando uma pauta especial para atender os ex-funcionários dos supermercados.

O advogado do Grupo Modelo, Jackson Mário não atendeu as ligações para se pronunciar sobre o caso.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros