As obras da duplicação da rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), nas proximidades da Fundação Bradesco, trevo que dá acesso ao Distrito da Guia enfrentam problemas com a indefinição sobre os recursos e a emissão de Licença Ambiental. Com isso, as obras que começaram há seis meses estão paradas.
São 3,6 quilômetros entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães que devem receber a duplicação das atuais duas pistas disponíveis (uma para cada sentido) e de instalação de um canteiro central e ciclovias, avaliado em mais de R$ 23 milhões.
Para evitar o canteiro de obras vazio, o superintendente da Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), Tércio Lacerda de Almeida, definiu intervenções que podem ser executadas sem causar grande impacto ambiental.
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A definição se deu após uma reunião com representantes da empresa Ecomind, responsável pela construção. “São obras que não tem grande impacto financeiro, mas de grande importância para a infraestrutura da rodovia”, afirma.
Serão executadas obras que darão sustentação depois da implantação da rodovia. Entre elas estão drenagem superficial, remanejamento do canteiro central, obras de terraplenagem que vão servir de suporte para conclusão do pavimento.
Já sobre a disponibilização dos recursos, Tércio garante que gestões no sentido de viabilizar a liberação dos R$ 23 milhões estão sendo tratadas com o governador Silval Barbosa. Isto porque os recursos estão vinculados a abertura do orçamento do Estado, que só deverá acontecer a partir do dia 20 deste mês.
“São os trâmites burocráticos da área econômica do Estado. Depois do balanço de 2013 é feito os ajustes na economia do Estado e posteriormente a liberação do orçamento. O empresário executa e quer receber”, pontua.
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PEDÁGIO
Enquanto as obras estão paradas, o governador Silval Barbosa tenta implantar pedágio na MT-251. O custo pode chegar até R$ 7,50, conforme estudo de viabilidade econômica, financeira, social e operacional.
A ideia ainda está em fase de audiências públicas, mas contrários ao pedágio já se manifestam e articulam um protesto. O principal argumento é de que o serviço de pavimentação das estradas já é cobrado pelo contribuinte por meio de outros diversos impostos.
O assunto promete gerar muita polêmica, mas por enquanto, o protesto acontece apenas por meio de rede social.
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