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MARÇO ROXO

Evento sobre epilepsia em Cuiabá quer combater preconceito e informar população

Ação gratuita no Parque Tia Nair terá especialistas, orientação médica e relatos de pacientes para desmistificar a epilepsia e incentivar inclusão social

DA REDAÇÃO

O médico neurologista Bruno Gumiero afirmou que o evento gratuito “Desmitificando a Epilepsia - Informação Também É Cuidado”, programado para ocorrer no Parque Tia Nair em 28 de março, visa combater a exclusão social e profissional enfrentada pelos portadores da doença. A organização é uma celebração à campanha Março Roxo que prevê a conscientização internacional sobre epilepsia.

A administração prevê que o evento inicie às 15h30, com o apoio da vereadora Paula Calil (PL) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Haverá cinco tendas com profissionais da saúde acessíveis para tirar dúvidas e fornecer orientações sobre a doença, além de pessoas com epilepsia disponíveis para compartilhar suas experiências.

A Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) apontou em 2025 que, no mundo, aproximadamente 65 milhões de pessoas são portadoras da doença. Gumiero destacou que, apesar do número significativo de cidadãos afetados, a sociedade tem muitos estigmas sobre a condição.

“Quando a sociedade trabalha para desmitificar a doença, a magia acontece. Junto a um grupo grande de pessoas, quero começar um evento anual em Cuiabá e Mato Grosso para estarmos próximos da população e trazer informações precisas. Existem eventos semelhantes em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, mas ainda não começaram no nosso Estado, então pretendemos que essa organização avance”, disse.

“Existe preconceito sobre as crises convulsivas, mas o objetivo é não excluir a pessoa e mantê-la funcional. Ela precisa de ajuda quando tiver crise. A pessoa passa por momentos difíceis, mas, se orientada, pode passar um ano sem ter crises”, explicou.

Gumiero apontou que o preconceito com a doença pode dificultar o posicionamento social das pessoas portadores de epilepsia. O evento, então, tem o objetivo de garantir mais inclusão e entrosamento às pessoas afetadas pela doença.

“As pessoas têm receio da crise convulsiva. Os empregadores não contratam por medo de processos trabalhistas. Imagine sofrer, ser excluído pelos amigos e pelo trabalho, por causa de uma convulsão? Por isso estamos desmitificando esse tema”, considerou.

O que é epilepsia?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua a epilepsia como uma doença crônica e não transmissível do cérebro, caracteriza por uma predisposição a convulsões espontâneas. As causas podem ser genéticas, estruturais (como lesões ou tumores), infecciosas ou desconhecidas.

Gumiero relatou que a supervisão médica pode identificar se o tempo e o desenvolvimento cerebral minimizarão a ocorrência de convulsões. O especialista, por fim, concluiu que o tratamento pode garantir uma vida funcional às pessoas com epilepsia.

“Os pacientes com epilepsia, cerca de 80%, conseguem ter um bom controle das crises e qualidade de vida, sendo funcionais e tendo profissões. A maioria das epilepsias que ocorrem na infância são autolimitadas, ou seja, as convulsões não ocorrerão mais porque o cérebro atingiu a maturidade e conseguiu controlar a desorganização cerebral”, completou.

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