Cidades Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011, 12:46 - A | A

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011, 12h:46 - A | A

CASO TONI

Corregedoria da PM finaliza sindicância interna contra PMs envolvidos na morte de africano

Comandante-geral da PM, Osmar Lino de Farias, decidirá esta semana se exclui ou não policiais envolvidos na morte do estudante africano Toni Bernardo da Silva; corpo da vítima já foi enviado para Guiné-Bissau

Mayke Toscano/Hipernotícias

Corregedor-geral da Polícia Militar, coronel Joelson Sampaio, disse que só neste ano foram excluídos 54 policias envolvidos em corrupção, tráfico de drogas e homicídio

Corregedoria Geral da Polícia Militar irá finalizar nesta segunda-feira (10) a sindicância investigatória em relação ao envolvimento dos policiais militares Higor Marcell Mendes Montenegro e Wesley Fagundes Pereira, ambos de 24 anos, acusados de matar o estudante africano Toni Bernardo da Silva, no dia 22 de setembro na pizzaria Rola Papo, em Cuiabá. Cabe ao comandante-geral da PM, coronel Osmar Lino de Farias, optar ou não pela exclusão dos policiais.

O corregedor-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Joelson Sampaio, comunicou na manhã desta segunda-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, todos os procedimentos foram instaurados para apurar a denúncia de envolvimento dos policiais.

“A Polícia Militar está atuando firmemente. Nosso comandante está atento ao envolvimento dos policiais neste caso. Nesta semana encaminharemos para o comandante, para que ele dê o seu parecer”, disse coronel Sampaio.

As investigações por parte da Corregedoria da Polícia Militar se baseou primeiramente no vídeo com as gravações do circuito interno da pizzaria Rola Papo no bairro Boa Esperança, local do crime. Após as observações, as testemunhas foram intimadas pela PM a prestar esclarecimentos sobre o caso.

Questionado se o fato dos policiais não estarem fardados amenizaria a situação, o coronel Sampaio afirmou que não é e nunca será impedimento para que se instaure processos investigatórios quanto a conduta de policiais militares.

Neste ano foram excluídos da corporação 54 policiais militares por diversos crimes. “Foram expulsos policias que estavam fardados ou não e a maioria dos excluídos foram por corrupção, homicídio ou tráfico de drogas”, pontuou coronel Sampaio.

REPERCUSSÃO INTERNA

No caso da morte do estudante africano o corregedor-geral da PM disse que a repercussão internacional foi um peso para que a instituição observasse com empenho a responsabilidade dos policiais.

“Naturalmente que todo caso desta natureza gera um reflexo interno das nossas ações e dos nossos posicionamentos e essa discussão tem sido feita nos comandos pelos seus comandantes, no sentido de instruir nossos policiais sobre qual a melhor postura a adotar quando estiver de folga e freqüentando algum estabelecimento e se preparar para um fato dessa natureza. O que nós não queremos é gerar uma legião de omissos, que esse fato não sirva para que outros policiais numa mesma situação se omitam, essa é a nossa preocupação no momento”, concluiu.

PROTEÇÃO À TESTEMUNHA

O secretário de Estado de Segurança, Diógenes Curado, também presente na comissão de Direitos Humanos na AL, disse que o Estado está oferecendo proteção à testemunha do caso, a professora e socióloga Janaína Monteiro, que presenciou as cenas de brutalidade contra o estudante.

No total, foram ouvidas 20 testemunhas no caso da morte do estudante africano, Toni Bernardo da Silva.

 

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