Reprodução/Colégio Salesiano

O diretor do Colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá, o padre Marcelo Fujimura.
O Colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá, se manifestou após as denúncias de assédio moral feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sintrae-MT). Por meio de nota a instituição afirmou que as acusações "não correspondem à realidade" e reforçou que repudia qualquer forma de assédio.
A manifestação ocorre após o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurar um procedimento para apurar as denúncias apresentadas pelo sindicato contra a direção da escola. A investigação foi aberta a partir da divulgação de uma carta aberta que atribui ao diretor, padre Marcelo Fujimura, e ao vice-diretor, padre Danilo, supostas práticas de perseguição, cobranças abusivas e constrangimento a professores e funcionários.
Na nota, o Salesiano afirma respeitar o direito de manifestação das entidades sindicais, mas rejeita as acusações de que sua gestão seja marcada por autoritarismo ou assédio moral.
"A instituição esclarece que respeita a liberdade de manifestação e o papel legítimo das entidades sindicais, mas não corresponde à realidade afirmar que sua gestão seja orientada por práticas de assédio moral, autoritarismo ou perseguição."
O colégio também sustenta que o acompanhamento das atividades dos professores ocorre de forma técnica, planejada e documentada, sem objetivo de constranger os educadores.
"O Colégio informa que exerce, de forma técnica, planejada e documentada, o acompanhamento pedagógico das atividades de ensino, no exercício do dever legal e regimental, sem caráter disciplinar ou de constrangimento pessoal aos educadores."
Ainda conforme a instituição, a gestão segue a legislação trabalhista, respeita a jornada de trabalho dos colaboradores e apura qualquer denúncia formal de maneira sigilosa.
"A instituição reafirma seu compromisso com a legislação trabalhista, com o respeito à jornada de trabalho e com a apuração séria de qualquer fato concreto e individualizado que lhe seja formalmente relatado, com garantia de sigilo e vedação a represálias."
Por fim, o Salesiano declarou que repudia qualquer prática que viole a dignidade dos trabalhadores.
"O Colégio Salesiano São Gonçalo repudia qualquer forma de assédio e qualquer prática contrária à dignidade da pessoa humana."
ENTENDA O CASO
A polêmica teve início após o Sintrae-MT divulgar uma carta aberta denunciando a direção do Colégio Salesiano São Gonçalo por suposto assédio moral contra professores e funcionários administrativos.
No documento, o sindicato afirma que a gestão do padre Marcelo Fujimura seria marcada por "insegurança, autoritarismo, hostilidade e perseguição" aos profissionais da educação. Entre as condutas apontadas estão cobranças consideradas excessivas, inclusive fora da jornada de trabalho, invasão de salas de aula para fiscalização, elaboração de relatórios depreciativos sobre docentes e abordagens a alunos para obtenção de avaliações negativas de professores.
A carta também atribui ao diretor a frase: "simpatia é a única dádiva que Deus não lhe confiou", que, segundo o sindicato, teria sido repetida em mais de uma ocasião.
Após a divulgação das denúncias, o Ministério Público do Trabalho instaurou procedimento para apurar os fatos e verificar eventual violação aos direitos trabalhistas e às normas de proteção ao meio ambiente de trabalho. Até o momento, a abertura do procedimento não representa conclusão sobre a existência das irregularidades, que ainda serão objeto de investigação.
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