A Avenida Historiador Rubens de Mendonça, também conhecida como do CPA, tem um dos metros quadrados mais caros de Cuiabá, porém não está livre da presença de moradores de rua e usuário de drogas, que fazem dela sua morada. Um programa de internação compulsória da Justiça de Mato Grosso, com parceria com o Ministério Público e Prefeitura de Cuiabá, está em fase de implantação pode ser uma solução para minimizar os problemas ocasionados principalmente em relação ao consumo de crack no local.
No dia 18 deste mês, um usuário de droga arrebentou a porta de vidro de uma concessionária, que fica próximo do viaduto da avenida, e ia levando uma TV de LED e aparelhos telefônicos.
|
Na sexta-feira, um estudante de 17 anos foi esmurrado por um usuário de drogas embaixo do viaduto. Além de lesionado na boca, o adolescente teve o celular roubado. Um morador de rua disse que o ladrão é frequentador da cracolândia no bairro Alvorada, próximo da Rodoviária.
De acordo com a juíza Ana Cristina Mendes, do Juizado Especial Criminal Unificado da Capital, a internação compulsória que é feita hoje em dia é a pedido de familiares, e esse dependente químico é encaminhado ao Hospital Adalto Botelho e para não sobrecarregar o hospital que já vive lotado. Foi necessário chamar o Município para estabelecer um trabalho em conjunto.
“Nessa parceria a prefeitura deve disponibilizar leitos de hospitais para garantir uma internação a esses dependentes químicos. Porque antes o morador de rua precisa passar por uma unidade hospitalar, alguns apresentam doenças graves como tuberculose, hanseníase, DSTs e precisam antes de tratamento”, afirmou a juíza. O programa ainda está em fase de implantação.
Para a juíza o dependente que vive na cracolândia, sem antes passar por uma unidade hospitalar, não ficaria muito tempo em uma comunidade terapêutica. “Ele é vulnerável, nem iria permanecer no local, já começa por aí, logo estaria fora”, complementa.
A expectativa é de que a iniciativa diminua o problema que o serviço social de Cuiabá enfrenta com os moradores de ruas. Atualmente são cerca de 400 pessoas vivendo nessas condições e o poder público não tem como obrigá-los a sair de onde estão, a menos que causem danos ou cometam crimes, nesse caso a ação envolve a polícia.
|
No entanto, para piorar a situação de comerciantes, motoristas e pedestres, a Avenida do CPA tem um trânsito congestionado por causa da desorganização do trânsito formação de filas duplas, ocupação de calçadas por veículos, buracos e pistas de rolamento irregulares. No caso de carros parados em fila dupla, esse irregularidade acontece durante o dia porque motoristas evitam pagar estacionamentos irregulares e aproveitam a falta de fiscalização para realizar serviços bancários.
À noite, os bancos saem de cena e entram aqueles motoristas que param para "forrar" o estômago com os populares baguncinhas. Para isso, também estacionam em filas duplas, em cima da calçada e até locais proibidos.
Para aumentar ainda mais a irritação de comerciantes e pedestres, as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT) ficaram apenas no arremedo, ou seja, o consórcio responsável derrubou árvores e jardins no canteiro central, mas o que restou foi muita poeira e buracos e muita promessas de retomadas das obras, que dificilmente serão retomadas este ano.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.
Carlos Nunes 25/08/2014
Enquanto isso...no centro da cidade, na praça alencastro, vizinho da Prefeitura Municipal, em frente ao ponto de taxi e perto das bancas de jornais...há alguns dias atrás, um jovem foi esfaqueado e morto. Chegou um motoqueiro, mandou os motoristas de táxi vazarem, aproximou-se do rapaz e deu-lhe uma facada no pescoço, e outras no corpo. Bem, se acontece isso...no centro da cidade, de manhã, imagine a barbaridade que deve estar acontecendo na periferia, e em todos os bairros. A Segurança está é um SALVE-SE QUEM PUDER. Se pensarem bem...a Segurança no Brasil é só fictícia, tal como o Datena sempre diz: o brasileiro sai de casa para trabalhar e volta do trabalho como sobrevivente. Conseguiu sobreviver mais um dia, GRAÇAS A DEUS!
1 comentários