A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) seguirá com as aulas no formato online ou flexibilizadas de outras maneiras enquanto não houver a disponibilização da vacina para a Covid-19. A situação, que se estende desde março, seguirá depois que o Ministério da Educação (MEC) afirmou que revogará a portaria que determina o retorno das atividades presenciais em universidades e institutos federais no início de janeiro.
Na portaria de nº 1.030, publicada nesta quarta-feira (2), o retorno das aulas presenciais nas instituições de ensino federais deveria acontecer em 4 de janeiro de 2021. No entanto, depois da manifestação contrária de reitores ao retorno, o ministério voltou atrás na decisão.
Segundo a UFMT, a instituição está estruturando de maneira consciente a retomada das atividades presenciais.
Para isso, no mês de novembro o Comitê da instituição responsável pelas demandas da pandemia estabeleceu as diretrizes para a retomada das aulas. E o Conselho Universitário (Consumi), Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), junto as pró-reitorias formaram uma comissão para discutir como serão retomadas as atividades, baseadas nas orientações do Comitê.
“As diretrizes objetivam adotar medidas para ações de prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades administrativas e acadêmicas realizadas de forma presencial nesta Instituição, durante o período de pandemia”, esclarece Priscilla Baleroni Cajal, coordenadora de Assistência Social e Saúde do Servidor (CASS) e integrante do Comitê.
O documento elaborado traça um plano de retomada gradual de atividades e ocorrerá em cinco fases, “com níveis gradativos que envolvem a ‘máxima restrição’ (fase 1) até a ‘normalidade’ (fase 5)”, informa a coordenadora.
Segundo o comitê, de maneira resumida a fase 1 é de atividades massivamente remotas. Já a fase 2 sinaliza uma flexibilização. No entanto, é um momento de preparação dos ambientes físicos, implementação e adequação dos protocolos de biossegurança pela administração da Unidade/Órgão.
“Na fase 3 (‘Abertura parcial’) sinaliza o início do processo de abertura, mas ainda com restrições. Na fase 4 (‘Normal controlado’) a maioria das atividades presenciais poderá ser retomada, observadas as condições de biossegurança individual e coletiva”, explicam as docentes do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) e integrantes do Comitê, professoras Ana Paula Muraro e Edialida Costa Santos.
É enfatizado pelas participantes do Comitê que a ‘fase 5’ de ‘normalidade’ só irá acontecer quando a vacina for disponibilizada.
“Só quando houver a disponibilização de tratamento farmacológico comprovadamente efetivo para a doença, e/ou vacina efetiva liberada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e Ministério da Saúde para prevenção da Covid-19 na população brasileira”, explicam os docentes.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.