Cidades Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011, 12:10 - A | A

Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011, 12h:10 - A | A

TRAGÉDIA

Adolescente mata o próprio irmão acidentalmente com pistola de policial

O menor pegou a arma escondida quando todos estavam almoçando; Corregedoria da Polícia Civil abriu processo administrativo disciplinar contra investigador

DA REDAÇÃO

O adolescente M.P.M, de 15 anos, atirou em seu irmão Rodolfo de Paula Moura, de 17 anos, acidentalmente quando 'brincava' de tiro ao alvo em Santo Antônio do Leverger (34 Km ao sul de Cuiabá) neste domingo (30). Arma usada na tragédia é de um investigador da Polícia Civil.

Tudo começou quando o adolescente M.P.M estava brincando com uma espingarda de pressão, em uma chácara na região de Morro Alto, em Santo Antônio do Leverger. No mesmo local, estava o investigador lotado em Cuiabá Clayton Pereira de Souza, que segundo a assessoria da PC, disparou com a sua pistola ponto 40 um tiro em uma garrafa pet.

Impressionado com o desempenho da pistola, o menor de 15 anos pegou a arma escondido no momento que todos almoçavam. Segundo o investigador Clayton Pereira, ele tinha colocado a pistola em cima de um armário.

M.P.M voltou ao quintal da chácara para atirar e, ao efetuar o primeiro disparo com a arma semiautomática, o adolescente não viu o irmão de 17 anos, Rodolfo de Paula Moura, se aproximar e, ao virar, atirou  acidentalmente nele, o atingindo na barriga. O irmão não resistiu ao ferimento.

O adolescente ficou em estado de choque e ao ser encaminhado para delegacia confirmou que pegou a arma sem autorização do policial.

Ele contou que em sua família são quatro irmãos e nunca se desentenderam. O menino vai responder ao ato infracional de homicídio. Os pais irão apresentá-lo, na sexta-feira (4), às 14 horas, na Promotoria da Infância e Juventude de Santo Antônio de Leverger.

O policial civil Clayton Pereira foi indiciado por negligência, uma vez que a responsabilidade da arma é inteiramente sua.

Cópia do procedimento foi encaminhada a Corregedoria da Polícia Civil para abertura de processo administrativo disciplinar. “O policial tem que ter zelo com sua arma e não deixar que ninguém a pegue, principalmente crianças”, declarou o diretor metropolitano, Luciano Inácio da Silva.

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